Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 14:13 | 11 comentários

Sonhei que tinha marcado uma entrevista com Jesus.
- Se aproxime - disse Jesus - então você gostaria de me entrevistar?
- Parece que sim né, já que estou com papel e caneta na mão.
- Ah sim, então...
- Vou começar de uma vez para não perder tempo. O que mais te surpreende na humanidade?
- Que se aborreçam de ser ...
- Pó parar por ai, não venha com essa de imitar seu pai não. Seja mais original.
- Ok... vou tentar... - continuou - Que mesmo proferindo minhas palavras não praticam minhas ações, que vendam meu sangue para conseguir dinheiro, que preguem a missa da tarde e comam criancinhas a noite, que digam ser cristãos mas não perdem a chance de se vingar do próximo, que...
- Tá bom, tá bom, não precisa fazer uma lista, vamos pra próxima pergunta. Você morreu pelo o que mesmo?
- Pelos pecados da humanidade.
- Que pecados foram esses?
- O pecado original, você sabe.
- O que foi o pecado original?
- A história da maçã.
- E que história é essa?
- A maçã porra! Você não leu a bíblia não? a cobrinha trouxe a maçã pra Eva e ela deu pra Adão! - gritou.
- A sim, calminha ae santidade, eu sei, a historinha da maçã. Você ainda acha que seus fieis acreditam nela?
- Bom, era uma parábola, mas muitos acreditam piamente nela ainda.
- Então se era uma parábola, você morreu pelo o que?
- Errr... bom...
- Pode falar, não tenha medo.
- Ok, ok, pela vida eterna.
- Ahm... Falando em vida eterna, Vossa Santidade ressucitou no 3º dia, certo?
- Sim.
- E depois que ressucitou, para onde Vossa Santidade foi?
- Não tem pergunta mais fácil não?

Ai eu acordei, e nem deu tempo de perguntar as grandes questões da humanidade.

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 14:03 | 6 comentários

Eu sei que faz muito tempo que eu estou batendo nessa mesma tecla. Mas são coisas que me aparecem de forma tão clara que é quase impossivel não exteriorisar. Vejo a comodidade como uma doença social que já está espalhada por todo o mundo. Essa doença tem que ser curada. O ser humano está usando dogmas como muletas ao invés de andar com suas próprias pernas. Tome as rédeas de sua vida para si.

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 13:59 | 4 comentários

"O Despertar raramente acontece na infância. Os pais satisfazem abundantemente as necessidades da maior parte das crianças, deixando-as tão confortáveis com o status quo que não existe ímpeto necessário ao processo. Ele é similarmente improvável na velhice. As pessoas idosas, diferentes da maior parte da sociedade mais jovem, geralmente descobriram algo para concentrar sua atenção na vida. Seja construir uma carreira, erigir uma família ou embriagar-se todos os dias, existe algo no cotidiano que os fazem sentirem-se completos, e os prende eternamente à confortável realidade estática no processo. Mesmo aqueles sem esse senso de propósito , descobrem um nicho familiar e confortável que os impede de explorar algo mais."

O Despertar vem sempre do incômodo. Dessa sede de conhecimento. De saber que há algo mais. Algo que não pode ser satisfeitos por meros caprichos ou pelo conforto de uma rotina. O despertar acontece quando você percebe que seus problemas são genuinamente seus, não de seus pais, do Governo, ou de Deus. Seus somente, e você deve resolve-los sozinho. É entender o mundo por várias visões e não somente pela que lhe foi imposta desde sempre. É ter consciência que você deve controlar a sua própria vida.

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 13:56 | 4 comentários

(uma análise da disciplina: "Mediação: Técnica e Experiência Estética")

A rotina é viciante, e quando temos que sair um pouco dela nos bate uma sensação de desconforto. O ato de aprender uma coisa nova é uma tortura mental pois nosso cérebro foi adestrado para entender apenas aquilo que é interesse comum.

É muito difícil que nós, seres humanos modernos, saiam desse ninho confortável da alienação para aprender algo sozinho. A escola comum também não faz esforço algum para mostrar ao aluno que existe algo além das matérias convencionais. E o aluno concorda prontamente.

Quando um professor nos passa um filme de Glauber Rocha e pede para analisar e escrever sobre ele, parece uma tarefa impossível para os seres humanos modernos que estão acostumados com filmes de holywood, futebol e novelinhas da globo. No entanto qualquer um que estiver disposto a quebrar essas correntes pode entender o "cinema novo" e dissecar o Glauber.

A disciplina de Mediações jogou em nosso colo aquilo que nem sabíamos que existia, e o choque foi tão grande que muita gente não conseguiu sair do lugar. Pois não tinham parâmetros de comparação para aquele novo tipo de arte.

É como falar para um religioso ver um mundo sem Deus. Ele nunca vai ser correto em sua visão, pois o dogma que lhe impuseram desde criança está impregnado em sua forma de pensamento.

Enxergar o mundo de outros pontos de vista e conseguir esculpir a realidade de maneira responsável. Essa é a nossa meta. Pois não adianta se formar em um curso superior para ter a mesma visão (atrofiada) de quem já está no mercado.

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 13:39 | 2 comentários

Em "Mago - A Ascensão" a Tradição dos Vazios foi a que mais me chamou a atenção. Para eles o mundo e tudo que há nele está morrendo, e aceitam isso. Celebram o niilismo e a rejeição dos padrões sociais. Eles aceitam o que querem e rejeitam todo o resto. "Eles desprezam o passo frenético da vida cotidiana, a tecnologia brilhante e pegajosa da propaganda em massa e a estratificação banal da sociedade".

Um grupo de rejeita qualquer forma de organização poderia ser tido como simples anarquistas, mas os Vazios são mais parecido com os poetas e filósofos de boteco. Discutem alguma coisa aqui e ali, mas preferem apenas viver sua vida e esperar o fim dos tempos. Tudo que não há valor imediato é descartável.

Para os membros dessa tradição, mesmo que o mundo não esteja condenado, é um lugar genuinamente ruim. Eles cultivam uma grande curiosidade sobre os mecanismos da sociedade, mas não moveriam um só dedo para tentar colocar alguma ordem nas entranhas sociais.

O grande defeito dos vazios é a falta de convicção, eles não se movem sem ter um grande motivo para isso. Eles poderiam ficar o dia inteiro na cama sem fazer absolutamente nada.

Posted byTrunkael | Marcadores: | às 13:36 | 6 comentários

É um jogo de interpretação, isso todos sabem. Devido ao sensacionalismo da mídia se tornou popular, disso também todos estão inteirados. Só que juntamente com essa popularização, houve uma divisão no Roling Play, entre as pessoas (modistas) que jogam o RPG, e os que estudam o jogo como uma forma de arte.

Se você pegar um livro como "Vampiro - A Máscara", ler e entender, perceberá o tanto de coisas que um mestre deve saber para conseguir contar uma boa história. Para os jogadores não deveria ser diferente, cada um deve estudar todo o livro para dar conta de interpretar um personagem tão complexo. E não é só o livro que dá a base para uma interpretação interessante, a pessoa tem que ter consciência para separar as características do personagem de sua própria.

Pegue como base a lista de arquétipos (se não me engano uns 20). Cada um de nós também se encaixaria nesses estereótipos exemplificados no livro. Se a natureza e comportamento de nosso personagem é (normalmente) diferente de nossa, temos então que pensar com a visão do personagem que é a parte mais difícil já que não tem como ser totalmente imparcial.

Você deve conhecer seu personagem como a si mesmo. Se não há uma preparação e um treino com ele, vai acabar interpretando a si próprio em um mundo fictício. As grandes aventuras são sempre marcadas por interpretações teatrais onde os jogadores agem em sinergia com os outros e o mestre.

A arte começa onde termina o "jogo".

Posted byTrunkael | Marcadores: , , | às 13:33 | 2 comentários

- Paixões estragam a amizade.

- "Ascenção: Um estado místico de iluminação além da compreenção humana.

- Sabia que se você for no Google, digitar "Trunkael" e clicar no "Estou com sorte" você é redirecionado diretamente para esse blog?

- "Despertar: O momento em que se descobre o poder para mudar o universo.

- *escrito na mão: "lembrar da menina loira"*

- "É melhor ler um bom livro / ou então sair pra rua / abraçar novos amigos / pois a vida continua"

(drops a la bm)

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 13:22 | 4 comentários

É a única linguagem universal e isso já a coloca um patamar acima das demais ciências. E com a evolução das ciências computacionais a atenção pela matemática dobrou nas universidades. E não para por ai. Acredito.
Em um futuro próximo possivelmente todos os cursos superiores começarão com "Engenharia", e a matéria básica para qualquer vestibular será a matemática. Não haverá como fugir dos números.

Engenharia Biológica, Engenharia Social, Engenharia Política, Engenharia Comportamental, Engenharia Neuropsicologica (seja lá o que isso possa ser). Todas estudando o mundo de forma exata, capturando emoções e transformando em variáveis.

A Teoria do Caos seria usada para colocar o ser humano em um padrão social onde poderia ter seus sentimentos representados graficamente como os fractais. A sociedade se transformaria em um sistema operacional sem falhas.

Tudo seria perfeito. Perfeito demais...

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 13:09 | 3 comentários

Pegue um punhado de monstros já usados, uma moça bonita que luta bem, um segredo de família, uma sociedade secreta e crie um novo herói, assim teremos Van Helsing, o caçador de monstros.

Por muitos motivos eu gostei desse filme. Primeiro por que ele é extremamente exagerado.

Como assim?

Calma, eu explico.

No poster do filme diz: "Van Helsing - O caçador de monstros", e temos um morcegão voando, um monstro de um lado o lobisomem de outro e uma heroina linda do lado de Abraham Van Helsing. Ou seja, não há nada mais clichê que isso, se você ver de forma crítica vai ler: "Mais um filme de fantasia para diversão dos mortais".

No poster o filme faz um pacto com o leitor, e se esse aceita o pacto, ele entra e assiste o filme sem esperar nada a mais do que mais uma história fantástica. Não há fundos científicos, ética religiosa ou revelações filosóficas. Apenas diversão pura e simples.

A quem diga que ele acabou com os grandes personagens fazendo vampiros terem filhos, lobisomens serem irracionais ou o Frankstein ser bonzinho. Mas achei que foi mudanças interessantes. A história suportou muito bem essas mudanças.

Não vamos ao cinema para chorar sangue derramado a 2 mil anos atrás e sim esquecer um pouco o mundo "real" e se divertir com contos de fadas da era moderna.

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 13:07 | 2 comentários

- Ok, ok, entendi. Você procura alguém que lhe completa então. - Ironiza.

- Sim, mas você teve apenas um entendimento precoce do que eu quero dizer. Pense comigo. Imagine que cada pessoa na face da terra representa uma palavra. As mulheres são palavras. Algumas feias, outras bonitas, com grande significado ou não. Mas essa palavra só fará um sentido realmente relevante quando em um contexto. Frases, textos e poesias. Juntando as palavras se consegue criar idéias maravilhosas, uma palavra sozinha não passa de um signo solitário, mas a relação entre duas palavras pode se transformar em contos épicos. Não quero apenas alguém que me complete, mas sim com o qual eu possa escrever a mais bela das poesias... - e olha para o céu viajando nas suas próprias palavras, e tentando descobrir de onde veio a inspiração para as mesmas.

- Sabe... Acho que você só está justificando sua incompetência.

- O.o

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 13:05 | 0 comentários

Uma história antiga que todos já conheciam, contada de um ponto de vista diferente. Interessante. Divertido. Mas o filme deveria se chamar Aquiles, já que é a história dele que é mais retratada.

O filme tem alguns diálogos interessantes, cenas de batalhas fenomenais e uma disputa de ego impressionante, mas deixou a desejar. Subverteu muito Homero, despediu os Deuses do Olimpo, mostrou que a história é feita por homens e não monstros. Real demais para ser verdade.

Por outro lado uma guerra de 10 anos é retratada em menos de um mês, e o resumo desse mês em apenas 2 horas acabou por tirar a essência da história.

O filme não têm um foco especifico, o que poderia ser a história de Troia acaba sendo a história de Aquiles, mas mesmo esse, é deixado de lado muitas vezes. O telespectador fica sem saber do que o filme se trata.

Em muitas partes parecia que eu estava jogando Age of Mytologic.

No entanto há partes interessantes, como os diálogos de Aquiles com Briseida. ("Você decidiu amar os Deuses, agora deve saber que não é correspondida" esse cabe muito bem nos dias de hoje) E as, sempre, sábias palavras de Ulisses.

O fato de ter mostrado os dois lado da guerra com certa imparcialidade é um ponto forte do filme. O telespectador fica sem saber de que lado está, quem é do bem e quem é do mal (e se há alguma separação).

Mas ainda prefiro "A Odisséia"

Posted byTrunkael | Marcadores: | às 13:03 | 1 comentários

Tem ar de menina e jeito também,
sempre consegue o que quer, e mais além
Há uma aura de pureza que cobre seu corpo,
uma história épica descreve seu rosto
As vezes me perco em seu olhar,
outras vezes evito por temer encontrar
Inspira-me nas palavras mas não em atos,
prefere que seja musa a beijar seus lábios?

Entre risos e conversas paralelas, consegui entender o motivo pelo qual há sempre um grupo de alunos que parecem ser alheios às aulas. Isso pode ser considerado uma forma de taxar as pessoas, mas só depois de reincidências freqüentes, concretizei essa imagem do "malandro" em sala. Pessoas que invariavelmente sentam próximas umas das outras e nunca perdem a chance de democratizar um comentário irônico, ou distorcer a fala de alguém para criar uma piada instantânea.

Não posso dizer que (sempre) são alunos de baixo rendimento, ou que demoram para entender as matérias, mas tenho encontrado isso como um padrão. O fato é que quando o aluno não se interessa, não consegue assimilar facilmente ou não prioriza aquilo que lhe é apresentado; ele tende a concentrar sua atenção, inconscientemente, em algo mais fácil.

Os assuntos tratados nesses minutos de descontração são variados, mas há uma predileção em zuar os colegas "nerds" e a si próprios. No caso primeiro, vejo isso como uma forma de defesa. Defesa? Sim. Como disse no primeiro parágrafo (e não vejam isso como preconceito), há um certo padrão de comportamento apresentado por esses alunos, o que indica que o que o professor está explicando não os interessa (dificuldade, falta de interesse ou prioridades diferentes), de um jeito ou outro a matéria acaba lhe escapando do entendimento, enquanto seus colegas "nerds" fazem comentários pertinentes.

Como vivem em um "mundo" diferente, fazem o possível para enobrecer seus propósitos e repudiar a "nerdisse" alheia. E por esse motivo, os "intelectuais" contra-atacam com piadas que só são entendidas pelo grupo fechado deles.

Por causa dessas diferenças cria-se um richa que só serve para demonstrar o quanto um grupo incomoda o outro. No final, percebemos que nosso amigo Baltasar Gracian tem razão: "Metade do mundo ri da outra metade, e ambas são tolas".

Esse post complementa o "A perfeição incomoda" abaixo.

Não necessariamente todas as pessoas que se encaixam no perfil de Grácian incomodam as pessoas ao redor. Quando se atinge um grau maior de entendimento, que é o caminho para aqueles que sempre procuram se auto-lapidar, a empatia é tão grande, que pode-se saber em que momentos se pode falar, comentar e até ironisar, sem para isso ganhar o rancor de ninguém. Aprende-se principalmente a hora de ficar em silêncio, que muitas vezes é a melhor resposta.

Com ajuda de outras pessoas ou por auto-crítica aguçada, podemos administrar nossas palavras de maneira que até o tom de voz ajude na compreenção do que queremos dizer. Por olhares conseguimos ler os ânimos das pessoas e assim se adaptar a elas.

Por isso, já que aqui tratei dos "iluminados" que caminham para uma maior compreensão humana, as complicações sociais que tem como estopim suas ações, são culpa dos mesmos, pois esses que têm consciência de seus atos e não o contrário.

Ou seja, se uma pessoa é tão superior, deve saber o momento que pode, ou não, falar.

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 12:28 | 2 comentários

Antes eu não sabia o que era esse Blog (talvez ainda não saiba), mas li algo em "Mago, A Ascenção" que define muito bem o que eu tinha em mente quando o criei:

"Todos nós temos o potencial de nos tornarmos alguém melhor. Não sabemos exatamente o que, mas todos sentimos o chamado. Você também irá recebe-lo, em sonhos ou como pressentimentos e devaneios. Talvez o resto da humanidade não acorde, mas ao contrário do gado, você tem uma escolha. (...) Abre teus olhos e Desperta!"

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 12:20 | 7 comentários

Me lembrei de um dos alforismos de Baltasar Gracian em "A Arte da Prudência": "Permita-se pequenos deslizes" (ou algo parecido). Ele insita-nos a cometer pequenos erros e cultivar pequenos defeitos, por que tudo que é bom demais acaba sendo alvo para as pessoas que almejam a perfeição (não falo da perfeição utópica, e sim como uma metáfora para o que a sociedade vê como muito bom).

Darei um exemplo bem próximo a mim. Uma pessoa que é bonita, inteligente e carismática acaba sendo alvo de criticas de outros que almejam a "perfeição" da mesma. E isso gera intrigas o bastante para manchar a "invulnerabilidade" dessa pessoa. Por isso acho que o argumento de Gracian é válido para esse capítulo. Quando se é tudo que os outros invejam, as vezes é bom não se expor tanto, pois o incomodo que isso gera nas pessas ao seu redor, acaba sendo mais forte do que a boa impreensão que se causa nos poucos que se têm interesse.

Posted byTrunkael | Marcadores: , , | às 12:03 | 19 comentários

Letras são apenas signos representativos que representam um som (fonema). Palavras são apenas letras unidas tentando passar um conceito. Conceitos são apenas determinações sociais de como uma palavra pode funcionar em determinados contextos. Contexto é o que vai determinar a maneira que o receptor vai entender os conceitos.

É assim que funciona a comunicação, independente do meio. Por isso pode-se dizer que tudo aquilo que eu escrevo, deixa de ser meu, a partir do momento que eu o publico. Pois cada pessoa vai interpretar o texto da forma que mais lhe convir, usando sua biblioteca interna de conceitos e contextos. Muitas vezes o autor empírico (o de carne e osso) quer dizer algo, mas o autor-modelo (que o leitor cria) acaba por dizer algo completamente diferente.

O mal entendido acontece assim. O contexto em que o autor empírico vive, é diferente do que o leitor empírico está vivenciando, e por isso, quando o autor não tem conciência dessa diferença ele acaba deixando margem para outras interpretações. Temos que entender que nossos leitores não vivem as mesmas experiências que nós, e por isso devemos contextualizar cada palavra para que consigamos passar de forma concisa aquilo que estamos querendo dizer.

Deculpe-me por minha falta de concisão. Ainda estou aprendendo a escrever.

Posted byTrunkael | Marcadores: , , | às 11:58 | 2 comentários

Assim como há um leitor modelo, há também, um autor modelo que se difere do autor empirico. O autor modelo se parece muito com o "eu lírico", você não pode dizer que o autor real (no caso o Rafael que vos escreve, por exemplo) disse isso, ou aquilo, no texto, mas sim o autor modelo, que você imaginou, baseado nas informações contidas no texto.

Um exemplo simples é a grande diferença dos textos que publico aqui, em contraponto aos que publico no Inquisitor. São "eu líricos" diferentes, mas nenhum dos dois é o verdadeiro Rafael, e sim projeções de um novo Rafael que juntou várias informações em determinado contexto.

Acima de tudo devo frisar que o leitor empírico cria a imagem do autor modelo. Por isso, não podemos determinar a ideologia de um escritor baseado naquilo que ele escreve. Nunca é realmente ele, principalmente por que assim que o autor finaliza seus escritos, o texto deixa de ser dele, assim como ele, deixa de ser autor do texto.

O significado final de um texto é sempre dado pelo leitor, ele completa o texto, e vai entende-lo da maneira que lhe convir.

Posted byTrunkael | Marcadores: , , | às 11:45 | 2 comentários

O primeiro texto sobre Telluriam ficou meio confuso, então vou tentar explicar de uma forma diferente.

Imagine a Tellurian como um grande website, um portal que contém todas as informações da realidade. Nunca ninguém vai conseguir decodificar todas as informações que se encontra nesse portal, pois ele é atualizado a cada segundo com novas informações (hoje em dia a produção de artigos ciêntificos é tão alta, que ultrapasa a capacidade de leitura dos mesmos).

Quando você olha para o mundo, você não vê a realidade, vê apenas uma parte dela. Cada usuário está em um nível diferente nesse website, e muitas seções são simplesmente invísiveis para nós, há interesses a se defender, por isso os administradores (mídia, governo e religião) não disponibilizam todas as informações para todos. Deixam apenas algumas partes livres para que o povo se divirta ali, e se esqueça do restante.

Por isso, hoje em dia, vemos tantas pessoas presas em uma rotina interminável, e não estão aptos a aprender coisas novas. E isso não é culpa deles, o fato é que desde sempre foram condicionados a uma visão pequena. Lhe ensinaram, que o que passa na televisão é sempre verdade, assim como o que os padres (pastores e lideres religioso) dizem, é sempre a vontade de Deus. E assim, todos engolem a única versão da história, pois é mais fácil controlar um povo que não tem conciência do que se passa à sua volta.

É muito cômodo permanecer na ignorância ("a ignorância é uma benção"), principalmente quando se mora em um país que as pessoas não têm tempo para discutir, trabalham o dia inteiro, e de noite deitam no sofá para assistir novela. E não os culpo por isso, pois não há por que divagar sobre a condição humana se a maioria têm que se preocupar com o que vai comer amanhã (e se vai comer).

No entanto isso acaba sendo usado como uma desculpa para se manter no conforto da ignorância. É mais simples viver as mesmas experiências todos os dias, do que procurar novas experiências.

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 11:30 | 13 comentários

Os textos são códigos abertos, que vão entrar nas entrelinhas de sua mente, dependendo de como sua rede hipertextual de informações está montada. Agem como vírus procurando células boas para se multiplicarem.
Assim, poderíamos dizer que são os leitores que dão sentido ao texto a partir de seu conhecimento prévio.

Isso trouxe a Humberto Eco, a noção de Leitor Modelo. Todo texto é redigido à um tipo de leitor que detém as informações necessárias para decodifica-lo totalmente. Muitas vezes o leitor (o não-modelo, dito empírico) pode vir a entender um texto de forma incompleta ou contrária devido ao seu nível de formação cultural (não em nível pejorativo), e por isso que muita gente que passar por aqui não entenderá o texto abaixo.

Posted byTrunkael | Marcadores: , , | às 11:08 | 6 comentários

A realidade não é apenas aquilo que vemos, e muito menos, aquilo que querem nós mostrar. A realidade é mais. É tudo aquilo que podemos imaginar.

Nesse mundo, nós somos bombardeados de informações por todos os lados, e isso acaba inibindo o pensamento critico, para dar lugar ao conhecimento adquirido, que se transforma na chamada "argumentação de autoridade", você fala a partir do que ouviu falar.

O pensamento crítico usa todas as informações que absorvemos, mas de forma antropofagica, ou seja, digere as informações de maneira a suprir suas necessidades dialéticas da discussão, fazendo uma análise do objeto a partir de pressupostos racionais.

Quando percebemos que a informação propagada (televisão, religião, cultura) não são verdades absolutas, e sim fragmentos de uma rede hipertextual, que só terá sentido em determinado contexto (que as vezes são apenas mentais) tudo se transforma em filamentos da Trama e se penetra no Mundo. A diferença entre mundo e Mundo, é mais que uma letra maiúscula ou negrito. O mundo é como uma tela de televisão e você assiste a realidade que eles (os donos da informação citados acima) estão te passando. Já o Mundo, você percebe quando adquire consciência da Trama.

É como se você tomasse a pílula vermelha e acordasse para um Mundo. O caminho para Tellurian parte do mesmo caminho que os filósofos partiram: capacidade de se admirar com o Mundo, não deixando que as coisas se banalizem; certo cetismo para duvidar de tudo; e usar sempre a lógica para tirar conclusões.

Quando se assume uma postura cética, especialmente ao campo religioso e místico, o véu da Tellurian cai quase que por completo, revelando uma das partes mais interessantes do Mundo: você, se transforma no senhor de si mesmo, se reconhece a responsabilidade pela própria existência.

Mas não se preocupe com essa dialética confusa, manter-se no mundo, é muito mais confortável.

Posted byTrunkael | Marcadores: | às 11:06 | 1 comentários

Não esses que vêem com o sono, mas sim dos objetivos que apenas almejamos, mas nunca se realizam. Pois sonho é isso, ter a ilusão de que um dia conseguiremos algo. Alguns, se transformam em objetivos, quando se colocam datas para realização. Mas é muito mais confortável viver imerso nos sonhos. A esperança é confortável, muito mais do que a perseverança, que de tão complicada, não sei dizer o que significa. Os sonhos vêm como uma chama alta. Mas fogo de palha, que só vai sobreviver se jogar gravetos e depois galhos. A cada dia, jogamos um pouco de lenha nessa fogueira. E quando vem o frio, é para lá que nós corremos, o calor nos protege. Mas estranhamente, temos a mania de manter a fogueira acesa, mesmo no calor do verão.

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 10:58 | 3 comentários

Interessante ver como que as pessoas conseguem transformar um dos caras mais inteligentes do mundo, que ainda hoje, dois mil anos depois, emociona multidões, e cujo os ensinamentos são estudados por metade do planeta, em uma massa de carne de uns 70kg na mão de uns açogueiros sujos.

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 10:43 | 2 comentários

Meu tio, um cara intelectualizado, zen e rico, que até já foi pra India metidar com os mestres hindus, tinha esse, como seu livro de cabeceira. Por um golpe do destino, assim que entreguei o 1984 eu vi ele na prateleira, um livrão de 540 páginas que enche os olhos. Peguei e fiquei o fim de semana (passado) inteiro lendo-o.

É a história de Sinuhe, e se passa a 3000 anos atrás. Ele era o médico ("O" Médico) dos faraós. Entre intrigas, traições e guerras, foi ele que salvou o reino, que tirou pessoas do poder e colocou outras, e por suas ações, muitas pessoas morreram (muitas mesmo), mas a maioria indiretamente. É um livro gostoso de se ler, e foi com ele que eu percebi que os livros tem trilha sonora. É que eu o li escutando Solaris, e agora, sempre que ouço esse cd eu lembro de Sinuhe, o maior dos médicos.

Posted byTrunkael | Marcadores: | às 10:42 | 4 comentários

Esse poema ai de baixo, fiz no mesmo dia que o anterior. É bem bobinho como podem ver, mas achei interessante, ficou fácil de entender. Depois eu falo qual é o nome da modelo que posou para essa "foto".

Posted byTrunkael | Marcadores: | às 10:41 | 0 comentários

Teus cabelos são vermelhos
cor de teu temperamento
mal se olha no espelho
quando em arrependimento

Tua personalidade é forte
e tem gostos refinados
não liga para morte
pisa nos desafinados

Tem ódio de tud um pouco
ama apenas poucas almas
prefere beijar um louco
subjulga moças de saias

Torna-se rude e amarga
quando vé idéia contrária
o mal humor lhe assalta
quando perde a batalha

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