É um livro de ficção científica que nem terminei de ler, é muito ruim, muito mesmo, tem vários contos, e como era de se esperar, um salva. Mas você não vai precisar pegar para ler essa única página que salva, é tão boa que vou colocar aqui.

Foi assim que aconteceu

Meu irmão começou a ditar, em seu melhor estilo oratório, aquele que mantém as tribos dependuradas em suas palavras.
- No princípio - dizia ele, - exatamente a quinze vírgula dois bilhões de anos, houve uma grande explosão, e o universo...
Mas parei de escrever. - Quinze bilhões de anos? - disse, incrédulo.
- Absolutamente certo - alegou ele. - Estou inspirado.
- Não estou questionando sua inspiração - disse eu. (Era melhor que não. Ele é três anos mais jovem que eu, mas não procuro questionar sua inspiração. Nem ninguém mais, ou já sabem o inferno que terão de aguëntar.) - Mas você vai contar a história da criação por um período de quinze bilhões de anos?
- Preciso - disse meu irmão. - Foi o tempo que levou. Tenho tudo aqui - e bateu em sua testa - a mais alta autoridade.
Mas agora eu já tinha pousado meu estilete. - Sabe quanto está custando o papiro?
- Quê? - (ele pode ser inspirado, mas frequentemente notei que a inspiração não incluia assuntos sordidos como o preço do papiro).
- Suponha que você descreva um milhão de anos de eventos em cada rolo de papiro. Isso quer dizer que você precisará de quinze mil rolos. Precisará falar o suficiente para encher todos eles e sabe que vai começar a gaguejar, depois de algum tempo. Vou precisar escrever o suficiente para encher todos eles e meus dedos vão cair. E, mesmo que pudéssemos pagar todo esse papiro, e você tivesse a voz, e eu a força, quem vai copiar? Precisamos ter garantidas umas cem cópias antes de podermos publicar e, sem isso, de onde virão os nossos royalites?
Meu irmão pensou um pouco. - Acha que devo resumir?
- Bastante, se espera atingir um grande público.
- Que tal uns cem anos?
- Que tal seis dias?
Ele replicou, horrorizado: - Você não pode espremer toda a Criação em seis dias!
- É todo papiro que tenho. O que você acha?
- Ora, está bem - e começou a ditar denovo: - No princípio... - Precisam ser seis dias, Arfão?
E eu respondi, firme: - Seis dias, Moisés.

Posted byTrunkael | Marcadores: , , , | às 08:46 | 3 comentários

Há aproximadamente 9 mil anos antes de Cristo havia uma tribo aqui na américa do sul, que entre outras coisas eram agricultores e viviam aproximadamente onde é o nordeste do Brasil hoje. Não sei se foi a primeira tribo a dominar a agricultura, mas sei que eram agricultores naquela época, acho que foi ali que o termo Deus - na língua deles, claro - foi cunhado para representar o mistério que era a criação do universo, e nomear o simbolo sagrado (a criança, que será mencionada).

Se fossemos traduzir para o português, a tribo se chamaria Chicancoaia. E como quase todas as comunidades que conhecemos, tinha um líder, também tinha um curandeiro e uma criança sagrada. Essa criança era diferente, falava em linguagem divina e se movimentava de forma diferente dos outros (na visão dos médicos de hoje em dia ela seria dianosticada como tendo sindrome de down, mas ali, era sagrada).

Em um determinado ano que a colheita ia muito ruim, o líder e o curandeiro ficaram conversando com a criança por um bom tempo, para que ela pudesse fazer algo para melhorar sua terra e trazer chuva, pois caso contrário toda a tribo (que tinha aproximadamente 1300 pessoas) passaria fome. A criança sagrada começou então a movimentar e falar ritmicamente (o que chamaríamos mais tarde de cantar e dançar) o líder e curandeiro logo perceberam que a criança sagrada era mesmo sábia, e acabava de salvar a aldeia.

Em 3 dias eles preparam um terreno para que pudessem dançar e cantar, pois essa era a magia que os salvaria. Toda a tribo dançou e cantou por 4 dias seguidos, comendo e bebendo de suas reservas de provimentos, pois ninguém duvidara da sabedoria de seu líder.

Passado os 4 dias, a criança decidiu não comer mais dos animais que eram caçados, mas todos os dias ela mesma ia ao rio e lá pegava um peixe, que comia cru ali mesmo. Logo perceberam que isso também fazia parte da magia, e todos da aldeia fizeram o mesmo.

Após 40 dias a criança sagrada foi encontrada pelo curandeiro olhando para o céu durante a noite, e depois de algum tempo, começou a chover. Eles cantaram e dançaram juntos, ali mesmo. Após as chuvas que se seguiram a colheita se salvou, e a tribo esteve muito bem alimentada pelo resto do ano.

A criança foi louvada como um Deus, e pelos costumes da tribo foi morta e empalhada, fizeram um templo para manter o corpo dela, e vez ou outra levavam-lhe oferendas. Todos os anos (eles sabiam que passavam os anos pelas estações do ano, tento assim, a época de plantio) eles dançavam e cantavam durante 4 dias, e depois comiam apenas peixe por 40 dias, e assim a chuva sempre abençoava a colheita.

Por séculos fizeram esso ritual, mas os custumes foram levemente alterados a cada década, a noite de dança foi sendo modificada, passaram a fazer sacrificios, séculos mais adiante eles bebiam drogas alucinogeneas. Foi aproximadamente nessa época que os colonizadores chegaram, e entraram na festa, mas inserindo o sexo, estuprando indias e mais indias.

A tribo foi destruida logo depois pelos colonisadores, mas o custume sobreviveu até dias de hoje, onde poderíamos chamar essa festa de carnaval onde (a parte de purificar o corpo por 40 dias comendo peixe foi esquecida mas) podemos aproveitar 4 noites de danças e orgias regadas a muitas bebidas e drogas.

Estava eu aqui lendo uns poemas de Cecilia Meireles, quando algo me veio à cabeça: "no final, nada foi resolvido" palavras ditas por Tyler Durden claro.

Poemas, literatura, pitura, textos em blogs, (acrescente aqui todos os tipos de arte que você quiser), acabam no mesmo lugar, no mesmo vazio. Você luta, luta e luta, e no final, nada foi resolvido.

Você pega seu Blog, companheiro de depressão, despeja em palavras bonitas tudo aquilo que está sentindo, se sente aliviado por alguns segundos, mas no final de que adiantou?

Desabafo, sim, desabafo, você coloca seus sentimentos para fora não importa se em uma obra de arte ou um soco na parede, a raiva se esvai, mas nada acaba ali.

No final, nada é resolvido, e, provavelmente, nunca será.

Posted byTrunkael | Marcadores: , , | às 14:29 | 3 comentários

Eu tinha falado que ia começar a escrever minha teoria aqui mas desisti, vou fazer um grande texto sobre isso baseado em meus antigos arquivos, e depois deixo aqui um arquivo em pdf para que os interessados possam baixar. Não vou marcar uma data, pois não faço a minima idéia de quando eu vou terminar (ou se vou começar), então se tiverem alguma dúvida sobre a tal teoria, me mande um e-mail ^^.

Posted byTrunkael | Marcadores: , , | às 14:22 | 3 comentários

Se você não faz parte da minha turma de jornalismo, provavelmente não entenderia por que eu estaria colocando esse post, por isso vou explicar a todos.

Houve, na aula de Sociologia, uma interessante discussão em torno de minha antiga teoria, que finalmente saiu da minha cabeça, e invadiu o cerebro de todos presentes, causando uma grande confusão e grande discussão. Se você não faz idéia do que seja a teoria, ficará sabendo agora. Vou contar o que aconteceu desde o começo da minha vida intelectual, e o inicio dos dilemas, em posts aqui no Blog. E se você estava na sala no momento supramencionado, aqui está o link da minha teoria sobre Deus, para que não fique procurando na minha antiga página.

Os posts sobre a mencionada teoria terão título de "Filosofia a la Rafa" (imitando BM em sua Filosofia a la Black).

Só para constar, eu não sou ateu, sou agnóstico. E se quer saber o por que eu não gosto das religiões (apesar de respeitar) leiam isso, o capíto 10 do livro "Um" de Richard Bach.

E os mencionados post começaram a partir do dia que eu estiver mais inspirado, hoje to com dor de cabeça. t+

Posted byTrunkael | Marcadores: , , | às 02:22 | 2 comentários

Sabe algo que achei interessante no filme. Ele foi feito em Hollywood; tem um ator famoso (Tom Cruise); tem americanos no meio; e mesmo assim ele faz com que sintamos mais raiva ainda dos malditos norte-americanos. Assim ninguém fica falando que não gosta dos filmes de Hollywood, por que sempre tem um patriotismo enrrustido.

O filme trata de honra, de coragem e de uma cultura que há tempos está enterrada. Apesar do nome do filme fazer analogia aos Ultimo dos Moicanos, esse trata a história na visão dos samurais, mostrando fielmente o lado arrogante, ganancioso e destruidor do povo americano desde o começo de sua ascenção.

Além de tudo isso, nós percebemos também como a modernidade pode matar culturas (é obvio) de uma maneira bem dramática. Os novos tempos acabaram enterrando as virtudes que eram tão respeitadas no passado.

Bom ainda estou "digerindo" filme, talvez eu retorne a ele em outro post.

"Um homem poderia passar a vida inteira procurando a rosa perfeita, e mesmo assim sua vida teria sido honrada..."

"Sabe... todas são perfeitas..."

Embora aborde temas complexos nesse livro, o autor conceguiu ser muito simples, e essa é a principal qualidade de seus livros, embora seu mais famoso seja "Fernão Capelo Gaivota", tanto o "Ilusões" como "Um" são mais interessantes.

Imagine que Jesus Cristo não resolveu guiar seus apostolos pelos caminhos que ele achava serem verdadeiros, mas simplesmente divagava em seus ensinamentos enquanto fabricava algum artefato de madeira na carpintaria de seu pai.

Sabe, ser um messias é complicado, todos querendo ver milagres e ouvir as palavras de um Pseudo-Deus, então, por que não me manter nesse trabalho fácil que tanto preso, e falar a apenas quem realmente quer me ouvir?

Seria interessante se ele tivesse pensado dessa maneira. Por que tentarei passar uma verdade sobre o amor ao próximo, enquanto essas pessoas se empurram para me ouvir?. Tudo besteira, bobagem.

Ilusões trata disso, da fome do povo de coisas novas, da responsabilidade de estar alimentando essas pessoas com palavras que muitas vezes são distorcidas pelas multidões.

O livro também bate muito na tecla do: "Faça o que queres" e também do "Acredite e terá o que quiserdes", me interessei muito por essa visão do autor de como viver nesse mundo.

Claro que há devaneios, mas o que são os devaneios se não pensamentos que fogem do senso comum...

Livro altamente recomendado.

Posted byTrunkael | Marcadores: , , | às 12:31 | 1 comentários

A menininha de 7 aninhos chega afobada da escola por ter ouvido pela primeira vez algo sobre Deus que não apenas as orações que era obrigada a fazer. Passou correndo pela sala e foi direto ao quarto da avó, a mais religiosa da casa.

- Vovó! Vovó! De onde veio Deus?

A avó ficou meio atordoada pela pergunta, pois ela nunca tinha pensado nisso, talvez fosse até heresia pensar em algo do tipo, mas mesmoa assim tentou responder, os neuronios responsáveis pela razão que estavam dormindo a décadas começaram a se levantar aos poucos para que ela desse a simples, porém inteligente, resposta:

- Deus veio do céu minha fofinha...
- E quem criou o céu? - insistiu a menina.

Mais uma vez a avó teve que parar para pensar, nunca fora preparada para esse tipo de pergunta, tudo era do jeito que era por que Deus o queria assim, nunca questionara o que tinha lhe sido imposto. Mas não poderia deixar sua neta, 70 anos mais jovem sem uma resposta a altura. E então a guerra começava em seu cerebro, os neuronios cegos da fé, fortes como um touro, contra os sonolentos neuronios da razão, que conseguiram quebrar as correntes que lhes aprisionavam por anos, para continuar com a retórica:

- Foi Deus. Deus criou o céu, e tudo mais no universo.
- Mais Deus não veio do céu? - continua a menininha.
- Sim - responde a vó começando a irritar-se.
- E o céu veio de Deus?
- Sim.
- Então quem veio primeiro?

Era demais para a pobre velhinha, nem os poucos neuronios cansados e sonolentos da razão, teriam força para tentar responder tal questão, e mais uma vez os neuronios cegos da fé venceram, aprisionando os racionais novamente, para talvez dormirem para sempre. Rapidamente a velha voltou a si, com a mesma religiosidade de antes. Olhou com ira para sua netinha e deu-lhe um tapa na boca, e antes que ela tivesse tempo para chorar gritou com raiva:

- Isso não é coisa que se pergunte, se continuar questionando Deus Ele mesmo descerá do céu para castiga-la!

A garotinha com olhos lacrimejando engoliu o choro e correu para o quarto. Nesse momento seus neuronios foram divididos, os neuronios da emoção se converteram em neuronios da fé, e com força total prenderam os neuronios da razão e depois taparam com uma venda seus próprio olhos.

Posted byTrunkael | Marcadores: , , | às 07:57 | 5 comentários

Fui numa tal de Igreja Batista Renovada, me pareceu interessante a idéia já que não tinha nada pra fazer no domingo aqui nessa cidade fantasma. É bem irônico que um cara como eu possa entrar em um templo e profana-lo com o máximo de sinismo possivel. Mas não, eu fui de coração aberto, para assistir ao culto, e achei bem interessante.

Os primeiros 45 minutos foram realmente muito bons, era como um show de rock, só que com músicas evangelicas em um ritmo agradável, deu até vontade de cantar também, mas mantive-me apenas batucando no banco da frente.


Quando a banda parou eu pensei: "faltam 15 minutos para as 8, então o pastor deve dar um sermão rápido e já acabou, nem doeu". Mas não, o sermão que teve como título: "Regogizai-vos sempre!" durou nada menos que duas horas e meia, e pode até imaginar como um Rafael perdido dentro de um templo poderia ficar agitado, foi angustiante, porém, interessante.

Após o culto conhecemos várias moças legais também, que foram muito simpáticas conosco, e deu até vontade de continuar frequentando o templo (descobri que a igreja na verdade é o templo, e o nosso corpo que é a igreja, sempre achei que fosse o contráio, mas foi o que eles disseram).

Regogisai-vos sempre irmãos!

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 13:49 | 1 comentários

Só hoje consegui encostar em um computador com internet, há uma burocracia para pegar usuário e senha, enfim estou aqui e vou divagar sobre os primeiros dias aqui no Unileste.

Primeiro dia (Terça Feira)
Ninguém se conhece, papos parelelos forçados e professores novos. A primeira imprenssão que eu tive da professora de português é que ela nos subjulgou, e por isso estava falando como se fossemos crianças que não sabiam de nada, mas depois eu percebi que era apenas o jeito dela mesmo. O professor de filosofia parece bem legal, uma vez que não vai pedir para escrever nada, nem ler livros ou fazer trabalhos, isso é bem interessante, embora eu pense que ele deveria dar uma aula de filosofia antiga para que todos pudessem entender um pouco da aula de sociologia.

Segundo dia (Quarta Feira)
Mais português, um pouco de introdução ao jornalismo e pseudo-sociologia no final, a turma já começa a conversar paralelamente atrapalhando o professor, e parece que será muito entrosada, embora eu já pré-visualize fontes de intrigas.

Terceiro dia (Quinta Feira)
Aula de mediações técnicas e televisão, interessante, finalmente saimos da sala e caimos no estudio. Aula téorica com o Fernando e com a Tati (acho que esse mesmo o nome dela) apenas a apresentação de todos os alunos (pela 3° vez) e um bate papo animado em meio a risadas e pistolas de água (ela usa uma pistola de água para molhar quem está conversando, bom instrumento psicopedagogico). E já marcaram uma festa, que não se realisará.

Quarto dia (Sexta Feira (Hoje))
A turma se divide para a aula de Introdução à informática (argh), alguns de manhã e outros de tarde, eu felizmente fiquei na turma de tarde assim durmo mais. A festa supramencionada foi cancelada hoje por motivos de força maior (a escola toda ficou sabendo).

E nesse exato momento estou indo para aula de Informática, faço um post melhor mais tarde.

Posted byTrunkael | Marcadores: , , , , | às 10:49 | 2 comentários

"Você compreende e é capaz de sentir as emoções dos outros, estando apto a reagir apropriadamente a elas. Você freqüentemente é capaz de discernir os motivos por trás das ações de uma pessoa simplesmente ouvindo-a. (...)"

Essa é a descrição de Empatia no Livro de Vampiro Idade das Trevas (um jogo de RPG estilo storytelling).
Acredito que a empatia seja a solução para todos os problemas do mundo, pois é o ato de conseguir se colocar no lugar da pessoa, pensar do jeito que ela pensa, passar pelas emoções que ele passa, sondar os motivos pelo qual ela age.

Claro que não se pode chegar à empatia sem ter o bom-senso (acho que não preciso dizer o que é isso). Pois a empatia é pura percepção, e se não houver bom senso vocês não consegue realmente sentir o que a pessoa está sentindo. Você molda em sua mente, o que a pessoa pode estar sentindo, baseado nos seus sentimentos.
No momento em que as pessoas começarem a serem mais empáticas, os conflitos diminuirão, a timidez sumirá, a antipatia não mais existirá, e o ódio será apenas um pretexto.

Muitos sentimentos impedem uma pessoa de ser empática, o maior deles provavelmente é a inveja. A ânsia de ser maior que todos, a possibilidade de passar rasteiras nas pessoas para beneficio próprio, a facilidade de pisar nos sentimentos alheios, enfim, o egocentrismo. Em vez de tentarmos entender uns aos outros, pegamos as primeiras impressões sobre os outros e as cristalizamos na imagem que teremos delas.

Uma pessoa empática sabe conversar, fala verdades sem ferir sentimentos alheios, de maneira alguma guarda rancor, e principalmente não pisa no calo dos outros, pois sabe muito bem que também tem calos que podem ser pisados. A empatia trás a simpatia, e essa sim conquista todos a sua volta.

Eu sugiro que comecemos a melhorar essa nossa capacidade, pois no momento em que as pessoas começarem a ver a outras como elas mesmas, teremos um mundo muito mais agradável.

Posted byTrunkael | Marcadores: , , | às 09:41 | 1 comentários

A história de Grenouille, um garoto que não tinha cheiro, mas tinha o olfato mais apurado do mundo. Sua busca pelo aroma perfeito se estendeu por anos, cidades e a morte de 26 das garotas mais cheirosas do mundo. Pois de acordo com ele a beleza é muito mais forte no cheiro que no visual das pessoas.

O cheiro da pessoa que a torna bela, cativante, irresistível. E as jovens virgens entrando na puberdade é que exibiam mais fortemente essa maravilhosa fragância que acaba por nos hipnotisar. E ele precisava desse cheiro, precisava pois criaria um perfume tão perfeito que todas as pessoas que estivessem perto dele o amariam incodicionalmente.

É um livro sobre aromas, perfumaria, perseverança, disciplina e objetivos. Precisa de frieza para passar em cima de outras pessoas e concretisar seus sonhos, e é por isso que Grenouville matava. Não por pura maldade, mas por puro amor.

O melhor livro do ano até agora.

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 11:51 | 10 comentários

Mais uma vez ele estava sentado àquele banco, fingindo estar interessado no livro que lia, era a segunda semana de aula e ele ainda não conhecia ninguém, apenas o banco era seu amigo.

Um romance qualquer, de um escritor americano qualquer, com um desfecho qualquer que não o surpreenderia, mas mesmo assim, um livro, e por si, uma companhia para sua solidão.

É um nerd, diriam; é alguém de intelecto superior que supre suas necessidades sociais com essas palavras impressas; é um arrogante garoto que se afoga em leitura para demonstrar superioridade aos pobres mortais que não têm anseio por leitura, um presunçoso e nada mais, diriam.

E ninguém durante meses o atrapalharia em sua leitura, sua imagem estaria formada, e o banco seria dele, como se lá sempre tivesse uma estatua a ser observada por todos, umas estatua enigmática: "Desvenda-me ou te devoro".

E por dois meses ele ainda seria visto dessa maneira, até que uma aluna nova chegaria a escola, e na primeira oportunidade lhe lançaria um simpático: "olá" como se ele não fosse uma estatua e sim um ser humano. Ele fecharia o livro e conversaria com a simpática moça.


Ela pensaria: que garoto interessante gosta de leitura durante o intervalo, tem um papo interessante, e até é charmoso. E namoraria com o nerd mesmo que só por alguns meses, e ele logo se tornaria uma pessoa, não mais uma estátua, um ser sociável, que começaria a ter colegas, e quem sabe até amigos ali dentro.

O que antes era uma estatua se tornava uma criatura de sangue quente, que de tanto tempo escondia em uma carapaça protetora, começaria a esbanjar o amor que sempre esteve retido em seu coração.

Tudo por causa de um "olá"

Então, não próxima vez que ver alguém lendo um livro sozinho em meio a muitos grupos de jovens se divertindo, se arrisque e diga um "olá", o mínimo que receberá é um sorriso de satisfação e alívio, e terá salvado uma alma triste pelo menos por um dia.

Posted byTrunkael | Marcadores: , , | às 11:56 | 4 comentários

Simpatizo muito com a religião das bruxas. A Wicca vem crescendo muito por todo canto do mundo, e todos vocês podem ver mocinhas de 13 anos com roupa preta e um pentagrama pendurado no pescoço. São as bruxas modernas, dizem.

O que me entristece é isso, nada que é bom deve ser levado ao povão, por que aquilo com certeza será profanado. Vejam o exemplo do RPG, da Maçonaria e até da Rosa Cruz, que podem ser acessadas por quase qualquer pessoa.

O modismo divulga o que quer que seja, mas também banaliza.

Uma moça que tem lá seus 12 aninhos vai na banca e compra todo o mês a revista "Witch", e acha que já é uma bruxa de verdade. Ou compra um livro de pequenos rituais e começa a amedrontar pessoas com pseudo-maldições. No final ela possivelmente nunca ouviu falar do ritual de iniciação ou de um Sabah.

O modismo que caiu em cima dessa bonita religião, vai acabar por destruí-la. Me pergunto se não foi assim também com o catolicismo, que começou pregando a verdadeira palavra do mestre, até que virou moda e acabou por ser uma forma de controle das massas. Culpa dos meios de comunicação, antes com Paulo viajando pelas cidades e fazendo discursos e agora com a Internet.

Maldita Internet.

Posted byTrunkael | Marcadores: , , , | às 11:33 | 1 comentários

Há mais uma doença na mídia: a gripe do frango. Quando essa novidade chegou, me pus a pensar se essas doenças não fazem parte de uma conspiração. Vou explicar.

Hoje com a tecnologia beirando a insanidade, com transgênicos, manipulação genética, e clones para todo lado, não é nada difícil fazer uma gripe que acabe com a raça humana. Claro que o criador da doença morreria também a não ser que tivesse o antídoto, e por isso não somos atacados por uma e-bola transmitida pelo ar como se fosse gripe, por que o antídoto é difícil de fazer. Dizem que a própria AIDS foi feita em laboratório para que o seu criador ficasse rico anos depois, vendendo o antídoto, ironicamente ele morreu de AIDS antes de fabricar o antídoto (teoricamente).

Mas voltando ao frango, vamos supor que no Green Peace a maioria das pessoas sejam vegetarianas (o que provavelmente é verdade) e, é claro, o Green Peace abriga muitas mentes brilhantes, de engenheiros genéticos a físicos quânticos. Então por que não pensar que a massa de novos vegetarianos, se acham superiores o bastante para achar que os vegetarianos são a nova etapa da evolução humana, e os carnívoros devem morrer. Daí eles criaram doenças contagiosas para o animal mais comido no mundo: a vaca, e assim nasceu a primeira vaca-louca. Claro que o lado carnívoro da humanidade tem também grande inteligência, e por isso os animais contaminados foram mortos, e a doença, teoricamente foi controlada.

Mas os vegetarianos não aceitam a derrota, "vamos atacar então o segundo animal mais comido na face da terra, o frango" e daí apareceu a gripe galinácea para assustar novamente a massa de humanos carnívoros, e acabar com a economia de alguns países de relance.

É... acho que o Green Peace é mal.

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 07:49 | 2 comentários

Curiosidade. Era o único defeito que possuia. Definitivamente, o único defeito de Franklin Richards.
Não havia pergunta sem resposta, esse era o seu lema. Já havia descoberto que o ovo veio primeiro por questões de pressa, que a razão da vida era viver e que a galinha queria ir para o outro lado da rua somente para chegar ao outro lado.

Mas faltava-lhe duas respostas. Deus existe? E se existe, de onde veio Deus?

Procurou os maiores mestres, os mais inteligentes e sábios:
- Deus existe, mas não cabe a nós, tolos seres humanos, saber de onde, como, por quê e quando ele veio.
Procurou os homens que acreditam no poder da mente - telepatas e afins - e aqueles que conseguiam poder com isso:
- Se Deus não existia, agora existe, porque todo mundo acredita nele, saca? Então ele veio do nosso poder e nós viemos do dele, sacou?
Procurou as crianças, pois é delas o reino dos Céus:
- Papai do Céu existe sim, moço. E veio do Céu. Tá vendo ele? Ali, ó!
Andou por países desenvolvidos, por lixões, por cemitérios, por grandes empresas, por feiras, mercados, shoppings, parques, transatlânticos.
E procurou os cegos, que podiam ver com o espírito:
- Me diz onde você está que eu te digo onde está Deus.
Perguntou aos loucos, que viviam em uma outra realidade aversa a nossa - cuja mente partilhava de um outro mundo:
- Claro que existo. Eu sou Deus e vim do Tremembé.

Correu, andou, saltou, pedalou, dirigiu, sobrevôou.
O que ele conseguiu em vinte anos de procura foi a certeza de que Deus existia de alguma forma.
Porém, só uma pessoa saberia da onde Ele veio.
Ele mesmo. Em Pai, Filho e Espírito Santo.
Foi por isso que Franklin Richards se matou.

Chegando no Limbo, lugar de julgamento, perguntou ao anjo da Secretária Geral:
- Sei lá. Do Céu, quem sabe. Mas você vai pro Inferno: foi suícidio.
- Só me deixa falar com o home - pediu Franklin, e foi atendido.

Chegou até Deus, enfim. Era uma luz branca, brilhante, irrecusável.
- ó Pai, de onde viestes? - perguntou Franklin.
- Sei lá, filho - respondeu Deus - Quando acordei já estava aqui.

Franklin saiu, decepcionado, mesmo depois de Deus dizer que estava ali por ele e por todos os outros - que só por isso Estava, sem ter Vindo.

Foi jogado no Inferno.

Na Secretária Geral, perguntou ao demônio:
- E você, ao menos, sabe da onde veio Deus?
- Do Céu, talvez. Devia perguntar aos humanos e anjos, sou um pobre diabo - e ele concluiu, perguntando - Você sabe de onde o grandão veio?

Com uma expressão de sabedoria superior, Franklin respondeu:
- Não vai acreditar, velho. Ele veio do Tremembé.

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