É final de ano, muitas festas estão por vir, muitos presentes serão ganhados. Amigos ocultos, muita comida e bebedeira, tempo de festa. Tempo de fazer muitas compras e contas. E Jesus? Onde está Jesus nisso tudo?
O Natal é, teoricamente, a data de comemoração do nascimento de Cristo. Mas na verdade Jesus não nasceu dia 25 de dezembro, parece que foi um tal de Tamiris que nasceu nessa data, e Jesus tomou pra si como seu aniversário (acho que nem ele sabe que o aniversário de seu nascimento é comemorado nessa data).
Jesus quando nasceu, era uma criança como as outras, que não sabia nem a próprio dia que nasceu. É utopia pensar que uma grande estrela levou 3 reis magos para onde estava Jesus. É uma história bonita, mas não passa de uma história.

Claro que depois de morrer, um messias tinha que ter uma biografia de vida digna de seu posto, daí foi criada toda a sua história que existe nas escrituras sagradas. O cristianismo acabou espalhando coisas extraordinárias sobre ele, as quais ele nem tem noção.
Antes de morrer, provavelmente ninguém tinha perguntado a nosso messias, o data de seu nascimento, já que apenas depois de sua morte, que ele se tornou mártir. Logo, ele precisava de uma data de nascimento que seria comemorada todos os anos até a eternidade (o poder do marketing na antigüidade, não foi Jesus Cristo que criou o cristianismo, foi o marketing bem feito pelos seus apóstolos).

Por muito tempo, o natal realmente foi festejado como uma festa religiosa, para lembrar dos exemplos de nosso Mestre. Mas com a chegada do capitalismo, o natal de torna a data de mais movimentada no comércio, tirando assim seu suposto mérito espiritual, para se transformar em uma festa estritamente comercial.
Muitas promoções são feitas nessa data, as lojas fecham mais tarde, tudo na esperança de dobrar ou até triplicar o lucro nesse mês. Pouquíssimas pessoas que conheço (e em geral são mais velhas) rezam durante a meia noite, para festejar o espírito religioso do natal que está cada vez mais escasso.
No final, o natal de hoje, se resume em ganhar presentes. Apenas. E só.

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 11:49 | 2 comentários

Gostaria de saber por que seu e-mail não está funcionando, e por que você não respondeu o ultimo.
Gostaria também, de entender o tipo de diálogo que estamos tendo por aqui, para algo unilateral dos dois lados. Interessante.
Seria interessante também, se eu tivesse mais cometários, meu único leitor.
E talvez, quem sabe, discutir uma coisa ou outra.

Posted byTrunkael | Marcadores: , , | às 10:22 | 1 comentários

É o novo título desse Blog, isso por que o meu arquivo de word, em que digito as idéias relâmpago, tem esse nome. É também menos umbiguista.

Knock Knock Avatar

Deus poderia até ter se arrependido de sua criação, mas preferiu melhora-la, nunca teve vergonha dela a ponto de apagar partes de seu passado.

Ermitão

Hoje, andando sozinho por uma cidade que não conhecia, e também quando estava, de ônibus, voltando dela, tive tantas idéias e tantos pensamentos interessante que eu só pensava em chegar em casa para transcrever tudo aquilo, mas como sabem, as idéias tem um estranho prazer de nos pegar apenas nas horas impróprias. Por isso, sempre andem com um pedaço de papel e uma caneta no bolso.

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 08:42 | 2 comentários

Daqui eu vejo um bêbado cambaleando pela rua, e não é a primeira vez que o vejo, possivelmente todos os dias faz esse mesmo trajeto após gastar um dinheiro, que não tem, em várias doses de pinga. Deve estar muito feliz tropeçando nas próprias pernas, e logo depois caindo no chão para acordar somente amanhã, pois faz isso quase todos os dias.
Será que ele não trabalha?
Sim, deve trabalhar, possivelmente é servente de pedreiro, e não tem horário certo para o serviço, por vezes deve capinar algum quintal ou vender coisas que acha na rua. E assim ganha seu dinheiro para beber pinga, tropeçar, cair, e não mais levantar. Isso sim é felicidade.

Agora imagina os outros cidadãos que passam por ele, e se horrorizam pela sua figura sombria e fedor insuportável. Vejam então que um cidadão pensa enquanto passa a seu lado:
"Deveríamos cortar a raiz de sua existência, pois veja bem, ele apenas bebe. Não faz bem nenhum à sociedade, na verdade até incomoda as pessoas, o mundo, certamente, iria agradecer se sua alma deixasse esse corpo imundo."
Ah sim, matar aqueles que não merecem viver, quem dera a inteligência humana desse um pouquinho de espaço à seleção natural, para que parasitas sem passado e nem futuro, não tivessem nem seu presente. Mas quem somos nos para julgar? É isso que a senhora que passou ao seu lado agora pensou:
"Pobre criatura de Deus, se eu tivesse dinheiro eu o daria uma boa casa para morar com a família, e seus problemas seriam resolvidos com meu dinheiro, para com que ele não mais precisasse beber para esquecer os problemas, pobre criatura..."


Uma criatura de Deus, ser humano assim como eu e você, que se tivesse dinheiro, na certa cuidaria mais de sua família e com certeza beberia mais do que deveria. Maldito ser humano que não se contenta com nada, e nunca aprende a lição. Quantos miseráveis passam por nossa vida pedindo dinheiro para sua passagem de ônibus e logo que viram a esquina já estão tomando cachaça? Ah sim, esses merecem encontrar com nosso senhor, mas não aqui na terra. Mas ele tem uma família, tem um filho pequeno que ainda o acha o herói de sua geração:
"Papai chegou, papai chegou" e o bêbado entra em seu pequeno barraco tropeçando em seus filhos e recebendo um abraço do caçula, que ainda não teve tempo de cultivar nenhum ódio pela sua bebedeira. E num ímpeto que só um bêbado tem, um tapa derruba o pobre caçula no chão, que assustado se refugia entre as pernas de seus irmãos. "O que aconteceu com papai? snif, snif".

E logo a mamãe chega xingando seu marido irresponsável que só sabe beber, e logo toma dois socos na cara, para lembrar que ele é o homem da casa, e que ele coloca a comida na mesa, e por causa disso ele tem o direito de beber e de ter outras mulheres. Tudo isso pode ser entendido com aquele soco, pois é a linguagem que ela está acostumada.
Ela foge para casa da vizinha dizendo que não voltará nunca mais, mas quando abre a porta do barraco vizinho, vê sua amiga no chão, chorando, esperando que alguém lhe ajude, pois seu marido chegou bêbado em casa.
Choro sobre choro, nada se resolve, tudo se esquece.
E aquela crente passa do lado do bêbado, olha para a miséria em pessoa, para a forma humana por trás do fedor e embriagues, e entre lágrimas por ter tudo que sempre quis, resmunga em sua mente: "É dos pobres o reino do céu"

Posted byTrunkael | Marcadores: , , | às 11:49 | 1 comentários

Enquanto eu estou aqui sentado tentando escrever algo, tem um mosquitinho me atormentando. Há um calor insuportável à minha volta, há a imagem da minha mãe me xingando por coisas pequenas e há um livro chato que me obriga a ser lido, e tem um mosquito me atormentando. Era como se ele, a incansável mosca, fosse a mistura de meus "pequenos" problemas, e para que eu saiba que ele está ali, ele se mantém perto de meu rosto, e fica batendo sua cabeça no meu nariz, pousando na minha testa.

Não importa se estou aqui na locadora, ou em casa, sentado no sofá, esperando que meus pais achem mais algum defeito em minha atitudes, e depois formalizem em um grande sermão que fala as mesmas coisas de sempre, e que eu já estou cansado de saber. E se eu der um "pio" a meu favor, vão falar que eu acho que sou o dono da verdade, e que ninguém pode me contradizer (interessante, eles não aceitam minha opinião, e eu sou o dono da verdade). Oh como são sábios meus pais, que querem que eu seja o que eles nunca foram. Quer que eu entenda o que eles nunca entenderam e tudo isso sem diálogo, somente com informações unilaterais.

Eu poderia me empenhar mais no meu trabalho, sim, eu poderia, mas há sempre um livro aqui, e esse livro, mesmo que seja chato, é sempre bem mais interessante que atingir as pseudo-metas que meus pais me colocam. E eu estaria, sim estaria, lendo esse livro chato se eu não estivesse escrevendo sobre ele, ou se não estivesse vendo algum filme que eu vou detestar, ou ate me concentrando nas coisas que meus pais dizem. Desculpas e mais desculpas, fugas e mais fugas, fugindo até de outras fugas.

Deve ser o calor, sim, preciso de um ventilador aqui, pois assim ele vai espantar esse mosquito chato de perto de mim.

Posted byTrunkael | Marcadores: , , , , | às 11:48 | 1 comentários

Acabei de pegar as capas dos últimos filmes do Steven Seagal e li as sinopses (sim, pois eu não teria coragem para assisti-los, não estou preparado para tanta ação) e vejam, as histórias são ligeiramente diferentes, no "O Forasteiro" ele não busca vingar a morte de um ente querido. Por causa disso eu ri na cara dos dois Seagals que estavam em minha frente, e lembrando da palavra vingança, aproveitei para rir na cara do Vin Diesel que estava na capa do "O Vingador" êta filminho ridículo sô.

Filme - The Wisher

Já que falei sobre esses filmes burros anteriormente, vou falar sobre a ridicularidade cinematográfica: The Wisher.
Quando vi sua propaganda na revista eu pensei: "hum, parece massa" com aquele típico sorriso no rosto de quem vai assistir um grande filme. E já que eu já tinha comentado algo, com alguém sobre "O Chamado" peguei o Wisher para assistir.
O filme que fala sobre um filme que leva pessoas à loucura. O filme de maior bilheteria da década e bla, bla, bla.... A protagonista sente tesão quando está com medo, e assiste todos os filmes de terror que são lançados, mas este ela não assiste até o fim (não entendi por que, não há um motivo explicado para isso).
De repente seus desejos mórbidos mais profundos (como a morte do pai, o incêndio na escola e a amiga que tem a língua cortada) se transformam em realidade... ela fica com medo... acha que é paranóica... suspeita do garoto que tá afim dela... corre... corre... corre....
Daí ela baixa o filme de 200mb em seu notebook com apenas um segundo (uau) vê no final do filme aquilo que falam no começo (esses caras são ridículos mesmo) e depois quando o sujeito vai falar a maneira de matar o Wisher (que é desejar...) o computer trava (mais um ponto para microsoft).
O suspeito que gosta dela chega na casa dela, mas o Wisher o ataca, ela grita, ela corre, o Wisher vai atrás dela mas não a machuca, até que finalmente num mar de desespero ela tem a brilhante idéia de desejar que ele se mate, e adivinha, ele começa a se cortar todo, e ela descobre que é o amiguinho dela, que era obcecado e assistiu muito o filme.
Há sim, esqueci de uma coisa, nesse filme (no filme dentro do filme) tem mensagens subliminares, que até agora não entendi a razão, são simbolozinhos, que teoricamente tiveram um forte impacto sobre a mente frágil do pobre obsessivo. Daí eles fala um pouco sobre esse assunto, como se fosse uma grande novidade.
E é isso galera, se quiserem rir um pouco assistam "The Wisher" pois é uma comédia.

Filme - O Chamado

Filme perfeito até que a menina sai de dentro da televisão =.=¿

- Hum... Rafael Henrique Martins, mora na periferia, provavelmente com os pais, trabalha em uma locadora de periferia, provavelmente dos pais... O que você quer ser quando crescer Rafael?
- Quero... - soluços - ...ser professor...
- Professor? De que?
- Filo... - ele bate na minha cabeça - Filosofia, Filosofia...
- Hum... Professor de filosofia ein... E com certeza quer estudar na federal, pois conseguir emprego como filosofo já é díficil, mais ainda se for de pequenas universidades...
- É... tenho que estudar...
- E o que está fazendo nessa locadora de periferia, seu merdinha?
- Meus... - mais soluços - ...meus pais, eles esperam que eu estude e trabalhe e passe na federal...
- E por que não faz o que ele mandam? Por que não estuda igual um louco pra passar nessa porcaria de uma vez?
- Eu... eu não sei se é realmente isso que eu quero...
Ele dá uma gargalhada tão sarcástica que eu tento descreve-la mais não consigo - ...Viu? - ele pergunta para alguém que não sou eu - Eu não te disse? Esses novos adultos de hoje não sabem o que querem, simplesmente são uns inúteis... E todos os inúteis devem morrer...
- Não, não, nahahão... - entre soluços - não me mate, por favor...
- Bom Rafael, para não morrer você terá que fazer uma coisa, buscar por aquilo que você gosta e começar a trabalhar... Se quer ser filosofo que seja, se não quer largue o curso no meio e comece outro, pois um dia você acerta, só que não vai poder parar, pois se parar eu vou atrás de você e te mato, tá me entendendo?
- Sim, sim...
- Te mato, ouviu? Te mato... Agora corra...
Me levanto e começo a correr, tropeço caio, e sem olhar para trás, esperando um tiro pelas costas, continuo a correr.
- Corra Forrest, corra.... Sabe... amanhã vai ser o melhor dia da vida dele...

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 03:44 | 1 comentários

Há ocasiões em que se acredita piamente em algo. E dai você começa a tentar provar aquilo que você acredita, por que não importa apenas ter fé que existe, mais também é necessário ter segurança, obtendo assim uma prova irrefutável da existência de seu "mito". "Algumas coisas só podemos acreditar, e as outras podemos provar pela razão e a ciêcia" algum filósofo disse isso, não me lembro quem.

O fato é que muitas vezes nos agarramos tanto a coisas que podem nem existir, que acabamos frustrados na busca por provar aquilo que é improvável. Por que enquanto você próprio duvidar da existência tentando provar que existe, você acaba por deixar de acreditar. E quando se perde a fé é impossivel encontrar aquilo que se procura.

(espero que não tenha lido isso achando que tem haver com religião)

Primeira vez que leio um livro de ação, até que achei bem interessante. A receita é a mesma, pegue um mocinho, uma mocinha, que não podem morrer, mais uns mocinhos descartáveis, que sempre morrem tragicamente, dê um motivo pro mocinho lutar contra o homem mau (tipo a morte de seu irmão) e um motivo pra mocinha encontrar com o mocinho. Daí eles vão lutar contra um cara mau, que tem uma filha má, e muitos capangas desacatáveis maus. O chefão só morre no final, e os dois protagonistas ficam juntos no final. Simples. Agora jogue tudo isso dentro do livro "Eram os Deuses Astronautas" e está feito o "Caçadores do Tempo".

Bom livro

Posted byTrunkael | Marcadores: , , , | às 03:39 | 1 comentários

Venho discutindo esses dois assuntos a muito tempo com BM então resolvi fazer uma dissertação sobre isso aqui (ou tentar pelo menos). 


Em conceitos simples, sexo é um ato de reprodução e amor é um sentimento.
"Crescei e multiplicai" não é apenas uma ordem divina, é uma lei da natureza. E o método de reprodução dos mamíferos é o sexo. O ser humano, ainda em sua fase animal da evolução, fazia sexo assim como qualquer outro animal: a mulher estava no "cio" os homens lutavam para que o mais forte pudesse "copular" com dela e passar seus preciosos genes. 

Com o tempo, o homem começou a ficar inteligente, e com a inteligência vieram as palavras, e também os sentimentos não instintivos: o amor, o ódio e todos os outros "sentimentos" gratuitos que vieram em seguida, algo que sempre ligava um ser humano a outro ser humano. 

Com o amor, veio a monogamia, ou seja, o amor (talvez a inteligência) age contra as leis da natureza.
Durante a história da humanidade o sexo passou por uma série de transformações. O que antes era estritamente um meio de reprodução, passou por rituais, arte, recompensa, mercadoria até que chegou à mais sublime forma de prazer (em todas as suas formas e posições).

Então tivemos separações no amor (enquanto sentimento) podendo dividir em: Amor maternal, incondicional; o amor instintivo, que seria um tipo de "amor a primeira vista" que é mais determinado pela atração sexual do que pelo lindo sentimento que (teoricamente) brota depois; temos também o amor entre amigos e/ou irmãos, que um tipo de amor que mistura um tipo brando de ciúmes e necessidade de proteção; e por ultimo o amor dos eternamente apaixonados, que, normalmente, acontece entre um homem e uma mulher, que se cassam e, literalmente, são felizes para sempre. Como podem perceber, o ultimo, e mais procurado, é também o mais utópico.

Voltado ao sexo, gostaria de fazer algumas perguntas: o sexo é apenas um meio de reprodução? Creio que não, como vem sendo provado, o sexo é muito mais uma fonte de prazer que um ato reprodutor. Mas sexo é apenas um ato de prazer, ou de reprodução? Creio que também não. O sexo como já havia mencionado, já foi visto de várias formas e vários ângulos. Tendo um tipo de estabilização nos dias de hoje, onde toda a forma de sexo é praticada pelo mundo. Há quem diga que sexo é pura arte, ou que sexo é um tipo de meditação. 

Interessante também, ver que muitas correntes religiosas dão demasiado valor ao sexo, como se fosse aquilo que há de mais sagrado na face da terra. Utilizando-o em milhares de rituais, que teoricamente, agradam seu deus (e depois alguém descobre que eram apenas orgias por puro prazer). Poderia dar alguns exemplos, mas seria crucificado por causa disso. 

O fato é que uma coisa a maioria das pessoas concorda. O ser humano tem uma energia sexual, um tipo de reserva de força de vontade para ser usada em prol do sexo. Dizem que o mal do mundo começou quando o equilíbrio dessa energia foi afetado. Alguém ai já deve ter ouvido falar sobre a energia sexual sendo utilizada cada vez mais em prol do trabalho. 

Então concentremos nessa energia sexual, misturada ao amor, que pode ser considerado um tipo de energia também, e a utilização de dos os sentidos no momento do "amor', daí teríamos um efeito muito interessante, um tipo de embriagues amorosa que seria a melhor sensação que um ser humano poderia sentir em sua vida.
Claro que essa busca não é simples, e, com certeza, parece muito utópica, mas como já mencionei, há várias formas de amor e várias formas de amar.

Posted byTrunkael | Marcadores: , , | às 03:13 | 1 comentários

Acabei de assistir esse filme, é bem interessante. Vou resumir a história: 


Pessoas que usam marca-passo morrem ao mesmo tempo, pombas voam desnorteadas batendo nos prédios, aviões caem. Tudo isso por que o campo eletromagnético da terra começa a pifar, pois o núcleo estava parando. Rapidamente eles juntaram um punhado de especialistas no assunto, construíram uma máquina que um dos malucos da ciência tinha projetado, e os 6 melhores começaram em sua "viagem ao centro da terra".
Não vou entrar nos detalhes técnicos. 

Eles teriam que explodir algumas bombas atômica la próximo ao núcleo para faze-lo se mover novamente, daí os 4 personagens morrem na viagem, sobrando apenas a mocinha e o mocinho, que conseguem salvar o mundo, mas ainda estão presos no núcleo, prontos para morrer. 

Daí vem a parte mais mentirosa do filme. Lá dentro temos um homem, novo, solteiro, boa pinta, pronto para morrer dentro de alguns minutos. Temos também uma mulher, muito bonita, solteira que vai morrer. Eles ficam deitados um do lado do outro por meia hora, e não há nem uma menção a fazer sexo. Eles vão morrer, um do lado do outro, sem se amarem. 

Impensável.

Posted byTrunkael | Marcadores: , , , | às 03:06 | 1 comentários

Abriu os olhos.
"Onde estou?"
Milhares de pensamentos, resquícios dos sonhos que cessaram no momento em que a consciência voltou ao cérebro, ainda vagueiam pela mente, a confusão é absurda, quase que irreal.
"Quem sou eu?"
Um leve lembrança sobre os dias anteriores e os últimos acontecimentos importantes.
"Que dia é hoje? Será que tenho que trabalhar? Será hoje segunda ou sexta? Quantas horas são?"
Lentamente tudo vai voltando a ser como antes, as lembranças voltam para sua mente, e a identidade se forma novamente, alguns pensamentos típicos de pessoas insanas invadem sua cabeça:
"Será que tenho múltiplas personalidades?"
"Será que fui abduzido?"
"Na certa acabei de acordar da Matrix"
"Consegui finalmente sair da cidade das sombras"
Mas não era nada disso, simples acontecimentos podem realmente mudar a visão que uma pessoa tem do mundo, mas essa grande confusão que torturava sua mente não era comum. Pela primeira vez ele percebeu que tinha uma outra pessoa dentro dele, era algo tão extraordinário e impensável que ele sorriu, se levantou da cama e olhou para o relógio.
(7:59:59)
(8:00:00)


Livro - Um - Richard Bach 

Capítulo 10, eu acabara de ler, e meus olhos lacrimejaram. Nunca havia lido tanta verdade e sabedoria em apenas um capítulo. É sobre a religião no mundo. Principalmente sobre o quão as religiões são destrutivas. Mais um ponto pra você BM. Tão interessante se mostra a visão do sábio Jean-Paul le Clerc, que resolvi copilar aqui, a maior parte desse capítulo, para que todos vejam a sabedoria de Le Clerc, o dom da oratória e retórica perfeita, parecia o Sócrates tirando a verdade do fundo da mente de nossos protagonistas, e, felizmente, conseguindo. 


É grande para ser lido em um Blogger, por isso aqui vou deixar apenas um link:Capítulo 10. [O link não está disponível há anos, portanto postei ele aqui mesmo]

Apesar desse, ser o capitulo mais interessante, não é o único que me chamou a atenção. Eles conseguiram dar solução para os principais problemas do mundo (leia-se guerra e destruição ambiental), em um capítulo a guerra se transforma em jogos internacionais, onde muito dinheiro rola, mantendo a paz mundial sem necessidade de militares. Em outro capítulo, diz que os humanos chegaram a um ponto tecnológico tão culminante, e com a depredação ambiental tão grande, que eles criaram robôs enologistas, espalharam eles pelo mundo e o restante dos humanos se suicidaram, dando assim, finalmente a vitória para o planeta terra, que agora não tinha mais os parasitas, mas sim os anticorpos para cuidar de sua fauna e flora.
São meio umbiguistas em determinados aspectos, e, sim, muitas vezes eles tentam enfiar suas idéias em nossa cabeça, mas fizeram um ótimo trabalho.

Um dos melhores livros do ano

10

Ao pararmos, um campo relvado se estendia à nossa volta, como um lago esmeraldino, cercado de montanhas, que refletia o crepúsculo de nuvens escarlates. Suíça, pensei num átimo. Pousamos num cartão-postal da Suíça. A distância, no vale, via-se um bosque, casas repentinas, tetos muito inclinados, a torre de uma igreja. Uma carroça na estrada da aldeia, puxada não por um trator ou um cavalo, mas por uma espécie de vaca.

Não se avistava vivalma. Nenhum caminho, nem mesmo uma trilha. Apenas aquele lago de relva, pontilhado de flores silvestres, meio emoldurado por alcantis rochosos.

— Você acha que, por acaso... — falei. — Onde estamos?

— Na França — respondeu Leslie. — Veja. — Apontou para uma fenda na rocha, onde um velho estava ajoelhado no chão, ao lado de uma pequena fogueira. Estava soldando. Faíscas branco-amareladas chispavam na rocha em torno dele.

— O que um soldador pode estar fazendo aqui, Leslie? — O que ele está consertando?

— Não está soldando nada. Está rezando. — Saiu na direção do homem e eu a segui, resolvido a manter-me calado. Leslie agia como se conhecesse tanto o local quanto o homem.

Mais de perto, verifiquei que ela estava com a razão. Não se tratava de um maçarico de acetileno. Não havia som nem fumaça, e uma coluna refulgente, da cor do sol, pulsava a cerca de um palmo de altura e a menos de um metro do ancião.

— ...e ao mundo darás, tal como recebeste — pronunciou uma voz que vinha da luz. — A todos que anseiam por conhecer a verdade de onde viemos, a razão de existirmos e o caminho que se estende na direção de nossa morada eterna.

Paramos alguns metros atrás do homem, transfixados pela visão. Eu já vira aquele esplendor uma vez, havia muitos anos. Ficara aturdido com um único vislumbre acidental daquilo que até hoje ainda chamo de Amor, e a luz que contemplávamos naquele momento era a mesma. Tanta era sua resplendência que transformava o mundo numa nota de pé de página, um opaco asterisco. Havíamos pousado ali no momento em que a vida daquele homem estava sendo transformada para sempre.

No instante seguinte, a luz desaparecera. Sob o ponto em que ela brilhara jaziam laudas de papel dourado, um texto em suntuosa caligrafia.

O homem continuou ajoelhado, de olhos cerrados, sem tomar consciência de nossa presença.

Leslie adiantou-se, estendeu a mão para o manuscrito fúlgido e pegou-o. Espantou-me que sua mão não atravessasse o pergaminho.

Embora esperássemos runas ou hieróglifos, encontramos as palavras em inglês. Claro, pensei. O velho as leria em francês, um persa em farsi. É o que ocorre quando se trata de uma revelação — o que importa não é a língua, e sim a comunicação de idéias.

Vós sois criaturas da luz, lemos. Da luz viestes, para a luz irás, e a cada passo que dais cerca-vos a luz de vosso ser infinito.

Leslie virou uma página.

Por escolha vossa habitais agora um mundo que vós construístes. Aquilo que tendes no coração transformar-se-á em verdade, aquilo que mais amais, nisso vós vos transformareis.

Outra página.

Não temais, nem vos turbeis com a aparência que são as trevas, com o disfarce que é o mal, com o manto vazio que é a morte. Pois escolhestes essas coisas como desafio, pois elas são as pedras em que afiais o gume de vosso espírito. Sabei que em toda vossa volta está a realidade do amor e que a cada momento, ao alcance de vossas mãos está o poder de transformar vosso mundo através do que aprendestes.

Eram muitíssimas as páginas, centenas delas. Nós as passávamos com reverência. Quem escreveu essas palavras, pensei, era uma alma avançada.

Sois a vida, inventando a forma. Não vos matam mais as espadas ou anos do que as portas que atravessais, passando de um cômodo a outro. Cada cômodo vos dá uma palavra que pronunciar, cada passagem é uma canção para cantardes.

Olhei para Leslie, cujos olhos estavam tão marejados quanto os meus. Se aquele texto era capaz de nos comover tanto, a nós, pessoas do século XX, pensei, que efeito não teria exercido sobre as pessoas daquele século, o ... XII!

Virávamos as páginas, rapidamente. Não havia uma só palavra de ritual, nenhuma instrução relativa a culto, nenhuma invocação de fogo e destruição sobre inimigos, nada de desastres para os incréus, deuses cruéis como o de Átila, era um texto escrito para o benevolente ser interior. Não mencionava igreja alguma, nem organizações, bispos, sacerdotes ou rebanhos; nenhuma referência a orações, coros, liturgia ou dias santificados.

Fossem aquelas idéias divulgadas naquele século, pensei, e ter-se-ía uma chave para o reconhecimento do poder sobre a fé, e o terror desapareceria. Com elas, o mundo poderia evitar a Idade Média!

O velho abriu os olhos, viu-nos e pôs-se de pé. Não demonstrava medo, como se houvesse lido aquele texto até o fim. Olhou-me de relance, depois ficou contemplando Leslie por um longo momento.

— Sou Jean-Paul le Clerc. E vocês são anjos.

Antes mesmo que me recuperasse do espanto, enquanto Leslie ainda o olhava, assombrada, o homem riu, contente.

— Notaram a Luz?

— Inspiração! — exclamou minha mulher, entregando-lhe as páginas douradas.

— Realmente, inspiração. — Ele fez uma mesura, como se ela, ao menos, fosse um anjo. — Essas palavras são a chave da verdade para qualquer pessoa que as leia, são a vida para quem lhes der ouvidos. Quando eu era menino, a Luz prometeu que as páginas viriam ter às minhas mãos na noite em que vocês aparecessem. Agora sou velho, e vocês vieram, tal como elas.

— Elas mudarão o mundo — comentei.

O velho me olhou de uma maneira estranha.

— Não.

— Mas foram-lhe dadas...

— ...como uma prova — disse ele.

— Prova?

— Viajei muito — falou. — Estudei os textos sagrados de cem religiões, de Catai até as terras nórdicas. — Seus olhos piscaram. — E, apesar de meus estudos, aprendi. Toda grande religião começa com a luz. No entanto, só os corações conservam a luz. Páginas escritas não podem fazê-lo.

— Mas o senhor tem nas mãos... — comecei. — Deve lê-las. É maravilhoso!

— O que tenho nas mãos é papel. Se entregarmos essas palavras ao mundo, serão amadas e compreendidas por aqueles que já conhecem essa verdade. Antes, porém, precisaremos lhes dar um nome. E isso representará a morte delas.

— Não. Dar um nome a algo de belo representa matá-lo? — perguntei.

O velho me olhou com surpresa.

— Dar nome a uma coisa não faz mal algum. Dar nome a essas idéias equivale a criar uma religião.

— Por quê?

Ele sorriu, estendendo-me o manuscrito.

— Entrego essas páginas a você...?

— Richard.

— Entrego a você, Richard, essas páginas que vieram diretamente da Luz do Amor. Quer passá-las, por sua vez, ao mundo, a povos ansiosos por conhecer o que dizem, às pessoas que não tiveram o privilégio de estar neste lugar no momento em que houve a dádiva? Ou deseja conservar esse texto apenas para você?

— Quero divulgá-lo, naturalmente!

— E que nome dará à sua dádiva?

O que ele estará querendo dizer, pensei.

— Isso é importante?

— Se você não o fizer, outros o farão. Chamarão a isso o livro de Richard.

— Entendo. Isso mesmo. Darei a elas um nome qualquer... 3.3 páginas.

— E você protegerá As Páginas! Ou permitirá que outras pessoas as alterem, que modifiquem nelas seja lá o que for que não compreenderem, qualquer coisa de que não gostarem?

— Não! Não poderá haver mudança alguma! Elas foram dadas pela Luz! Nada de mudanças!

— Realmente? Nem mesmo uma linha aqui e ali, por bons motivos? “A maior parte das pessoas não compreende?” “Isso pode ofender certas pessoas?” “A mensagem não está clara?”

— Nada de mudanças!

O velho arqueou a sobrancelha, inquisitivo.

— Quem é você para insistir?

— Eu estava aqui quando foram entregues! Eu as vi surgir da Luz, com meus próprios olhos!

— Portanto — disse ele —, você se tornou o Guardião das Páginas?

— Não é preciso que seja eu. Pode ser qualquer pessoa, desde que prometa não haver modificações.

— Mas alguém será o Guardião das Páginas?

— Acho que sim.

— E com isso temos o começo do sacerdócio Paginista. Aqueles que sacrificarem a vida para proteger uma escola de pensamento tornam-se seus sacerdotes. No entanto, qualquer nova ordem, qualquer novo caminho, é mudança. E a mudança representa o fim do mundo tal como ele existe.

— Essas páginas não representam nenhuma ameaça — falei. — São amor e liberdade!

— E o amor e a liberdade são o fim do medo e da escravidão.

— Claro! — respondi, atônito. Aonde estaria ele querendo chegar? Por que estava Leslie silenciosa? Por acaso ela não concordava que aquilo era...

— Os que lucram com o medo e a escravidão ficarão satisfeitos com a mensagem das Páginas?

— Provavelmente não, mas não podemos deixar que essa... luz... se perca!

— Promete proteger a luz? — perguntou ele.

— Claro que sim!

— E os demais Paginistas, seus amigos, a protegerão também?

— Sim.

— E se os que tiram proveito do medo e da escravidão convencerem o rei desta terra que você é perigoso, se avançarem sobre sua casa, chegarem com espadas, como você protegerá as Páginas?

— Eu as levarei daqui! Fugirei!

— E quando for seguido, apanhado, encurralado?

— Se precisar lutar, lutarei — respondi. — Há princípios mais importantes do que a vida. Vale a pena morrer por algumas idéias.

O velho suspirou.

— E assim tiveram início as Guerras Paginistas. Couraças, espadas, escudos e bandeiras, cavalos e fogo, sangue nas ruas. Não serão guerrinhas! A você se juntarão milhares de crentes fervorosos, dezenas de milhares, rápidos, fortes e hábeis. Mas os princípios das Páginas desafiam os governantes de toda nação que mantêm o poder através do medo e das trevas. Outras dezenas de milhares de pessoas lutarão contra vocês.

Por fim comecei a entrever o que Le Clerc desejava dizer.

— Para ser conhecido — continuou ele —, para distinguir-se de outros grupos, vocês precisarão de um símbolo. Que símbolo escolherão? Que sinal aplicarão em seus estandartes?

Meu coração contristou-se diante do peso de suas palavras, mas insisti.

— O símbolo da luz — respondi. — O sinal será uma chama.

— E assim sucederá — disse ele, lendo uma história que não fora escrita — que o Sinal da Chama se chocará com o Sinal-da-cruz nos campos de batalha do leste da França, e a Chama prevalecerá, numa vitória gloriosa, e as primeiras cidades edificadas sob o signo da Cruz serão arrasadas pelo fogo purificador dos exércitos de vocês. Com isso, a Cruz se juntará ao Crescente, e, juntas, suas legiões combinadas brotarão do sul, cem mil homens em armas a se oporem a seus oitenta mil.

Ah, pare, pensei em dizer. Sei o que vem em seguida.

— E para cada homem, mulher ou criança da Cruz e do Crescente que vocês matarem a fim de proteger a dádiva que receberam, cem outros odiarão seu nome. Todo irmão, filho, esposa, pai e amigo dos mortos odiarão os Paginistas e suas amaldiçoadas Páginas pelo assassínio do ente querido. E todo irmão, filho, esposa, pai e amigo de um Paginista odiará cada cristão e sua maldita Cruz, cada muçulmano e seu amaldiçoado Crescente pela morte do ente querido!

— Não! — exclamei. Cada uma de suas palavras era verdadeira.

— E durante as guerras, serão erigidos altares. Em torno das Páginas, serão construídas catedrais e cúpulas. Os que buscarem a compreensão e o crescimento espiritual ver-se-ão sobrecarregados com novas superstições e novos limites: sinos e símbolos, regras e cantos, cerimônias, preces e paramentos, incenso e oferendas de ouro. O ouro se transformará na essência do Paginismo. Ouro para construir templos maiores, ouro para que espadas convertam os incréus e salvem-lhes as almas.

— E quando você morrer, Primeiro Guardião das Páginas, ouro para a fabricação de efígies suas. Haverá estátuas imensas, grandiosos afrescos. pinturas que darão a essa cena o prestígio da arte. E veja, entretendo nessa tapeçaria: aqui a Luz, ali as Páginas, acolá o céu se abrindo para o Paraíso. Aqui se vê Richard, o Grande, ajoelhado em sua armadura reluzente; aqui, ela, o maravilhoso Anjo da Sabedoria, com as Páginas Sagradas nas mãos; ali, o idoso Le Clerc, em sua humilde morada nas montanhas, testemunhando a visão.

Ufa, pensei. Impossível!

Mas nada havia de impossível. Era inevitável.

— Divulgue essas páginas para o mundo, e eis que no mundo nascerá outra poderosa religião, outro sacerdócio, outros Nós e outros Eles, uns contrapostos a outros. Daqui a cem anos, um milhão de pessoas terão morrido pela verdade que temos nas mãos; dentro de mil anos, dezenas de milhões. Tudo por causa desse papel.

Não havia em sua voz sinal algum de amargura, nem mostrava pessimismo ou cansaço. Jean-Paul le Clerc transmitia a sabedoria de toda uma vida, a plácida aceitação do que havia aprendido, Leslie estremeceu.

— Quer meu casaco? — perguntei-lhe.

— Não, meu amor, obrigada. Não é o frio.

— Não é o frio — repetiu Le Clerc. Abaixou-se, pegou um graveto em brasa da fogueira e o encostou nas páginas douradas. — Mas isso a aquecerá.

— Não! — bradei, arrancando-lhe as páginas das mãos. — Vai queimar a verdade?

— A verdade não pode ser queimada. A verdade fica à espera do momento em que alguém se disponha a encontrá-la — retrucou ele. — O que queimará são estas páginas. Cabe a você escolher. Gostaria que o Paginismo se torne a próxima religião deste mundo? — Ele sorriu. — Vocês serão santos da igreja...

Olhei para Leslie e vi em sua expressão o mesmo horror que eu sentia em mim.

Leslie pegou o graveto e levou-o aos cantos do pergaminho. Logo tínhamos um fogaréu sob os dedos, e deixamos que os fragmentos calcinados caíssem ao chão. Queimaram durante mais um pouco e se apagaram.

O velho suspirou de alívio.

— Que noite abençoada! — disse. — É muito raro termos a oportunidade de salvarmos o mundo de uma nova religião! — A seguir, voltou-se para minha mulher, sorrindo, esperançoso. — Teremos salvado mesmo?

Leslie também sorriu para ele, com os olhos cheios de amor.

— Salvamos, sim. Não há em nossa história, Jean-Paul le Clerc, uma só palavra a respeito dos Paginistas ou de suas guerras.

Entreolharam-se durante algum tempo, e depois, com uma mesura em nossa direção, o velho virou-se e subiu a montanha, no escuro.

As páginas ainda queimavam em minha mente, eu continuava a ver aquela inspiração transformada em cinzas.

— Mas, e aqueles que precisavam saber o que as páginas tinham a ensinar? — perguntei a Leslie. — Não temos o direito de saber o que estava escrito ali?

— Ele tem razão — respondeu ela. — Quem quiser descobrir a verdade e a luz pode fazê-lo sozinho.

— Não tenho tanta certeza. Às vezes precisamos de um mestre.

— Experimente isso — disse Leslie. — Faça de conta que, honesta, profunda, e sinceramente, você deseja saber quem é, de onde veio e por que está aqui. Faça de conta que nunca desejará descansar até descobrir.

Assenti e imaginei-me dono de uma determinação inabalável, ansioso por descobrir, esquadrinhando bibliotecas e revistas antigas, correndo atrás de palestras e seminários, mantendo diários de minha esperança e de minhas especulações, anotando intuições, meditando no alto de montanhas, seguindo pistas fornecidas por sonhos e coincidências, perguntando a estranhos — tudo aquilo que faço quando aprender alguma coisa é o que mais importa.

— Certo.

— Agora — disse Leslie —, você consegue imaginar que não descobre!.

Puxa! Como essa mulher é capaz de me fazer ver as coisas! Curvei-me diante dela.

— Minha Senhora Le Clerc, Princesa do Saber. - Leslie fez uma lenta mesura, na escuridão.

— Senhor Richard, Príncipe da Chama!

No silêncio da montanha, tomei-a em meus braços, e as estrelas não estavam mais lá no alto, mas à nossa volta. Havíamo-nos integrado às estrelas, a Le Clerc, às páginas e ao amor que infundiam, a Pye, a Tink, a Atkin e a Átila, tínhamos atingido a unicidade com tudo quanto existe, quanto existiu ou quanto existirá. Unicidade.

Filme - Contato, com Judie Foster 

Um dos melhores filmes que assisti essa semana e é bem antigo. Dra Array (Judie Foster) sempre foi fanática por rádio comunicação, e foi trabalhar no projeto SETI (busca por extra-terrestres), ninguém levava a sério essa idéia, mas ela acabou recebendo um sinal da estrela Vega. Esse sinal era a primeira transmissão televisiva de longo alcance do mundo, era um discurso de abertura da temporada de jogos, feita pelo famoso Hittler (nosso embaixador cósmico como disse uma mulher lá). A transmissão também estava codificada, e eles conseguiram decifrar para descobrir uma máquina de teletransporte interplanetário utilizando o tubo-de-minhoca de Einstein. A primeira máquina foi explodida por um fanático religioso e na segunda a Dra Array era a escolhida, e algo aconteceu.

Ela foi levada pra longe e viu muitas coisas. Mas não pode provar, dai você escolhe o final do filme. Céticos diriam que ela apenas sonhou com tudo, e entusiastas acreditariam em cada palavra dela.

O mais interessante do filme, são os conflitos religiosos e ideológicos envolvidos, tudo fica resumido em uma questão de fé. deus é muito discutido ali, e acaba que nos dá perguntas muito pertinentes quanto ao grande arquiteto. Se existe vida em outros planetas, isso coloca em cheque a maioria dos deuses que 95% das pessoas no mundo acreditam.

Ótimo filme.

Livro - João Capelo Gaivota - Richard Bach 

Livro leve, interessante, e conta a história de - adivinha - uma gaivota! Sim eu também me surpreendi ao perceber que era uma fábula, e como todas, ela vem com uma moral: "Seja o melhor", "Almeje a perfeição" e coisas do tipo.
Algumas partes me chamaram atenção por parecerem muito com a mensagem passada pelo primeiro livro que li por espontânea vontade: "O infinito poder da mente".
Poderia pegar os dois e resumir em apenas uma frase:
"Com força de vontade você consegue tudo, basta agir como se o almejado já estivesse sido alcançado."

Bom livro, e fácil também, o li em apenas uma hora e meia.

Crenças 

Hoje um sujeito religioso da loja ao lado, que gosta muito de conversar comigo, estava mais uma vez fazendo um comentário sobre O Mundo de Sofia (que eu o recomendei), e novamente ele comparava com a bíblia, e falava de deus, e etc...
Claro que eu não diria a ele tudo aquilo que digo aqui na net, pois do contrário eu seria tachado de ateu ou satanista, e ninguém mais locaria filmes na minha locadora.
O fato é que ele falava tudo com tanta convicção, que ele realmente poderia fazer alguém acreditar cegamente em suas crenças, isso eu achei extremamente interessante.
Algumas vezes eu fazia perguntas inoportunas para faze-lo se enrolar nas próprias palavras, mas ele acaba dando uma resposta (que, é claro, não satisfazia a pergunta) que o fazia se esgueirar novamente, ele me pareceu tão convicto, que eu nunca teria argumentos o suficiente, para faze-lo acreditar que deus seja uma criação humana para dominação das massas. Assim como ele nunca me faria acreditar que deus é um ser, eterno, perfeito, onisciente, onipotente e onipresente (não com tantas contradições e contrariedades) e por isso eu quase que só o escutava, até que ele falou algo que me chamou a atenção, utilizou então essa metáfora para explicar o suicídio:

"Digamos que Deus seja um poste de luz, e tua luz ilumina um raio onde nascem os seres humanos. Enquanto nós estamos por baixo dessa luz, ou seja, estamos crendo e louvando a Deus, nos estamos amando a vida, por que a vida não nos pertence, ela pertence a Deus [nesse momento eu fiz o, quase irônico, comentário de que é por isso que Ele nos a tira na hora que bem entender, não importando se somos totalmente bons aqui na terra. E ele se esquivou desse comentário e continuou] quanto mais nós nos afastamos da base dessa luz, mais vazia fica nossa alma e nosso espírito [gostaria de saber se há diferença] e por isso perdemos a noção do quanto a vida é valiosa, e a idéia do auto-extermínio vem à nossa mente." 
Foi quase com essas mesmas palavras que ele falou. E, bem, eu concordo com ele nesse aspecto. É melhor acreditar em um Deus, teoricamente, inexistente, e manter a sanidade, do que perceber o quão sós nós estamos nesse gigantesco universo, e acabar perdendo a vontade de viver.

Neil Gaiman realmente é bom, e demonstrou isso mais uma vez, criando, de novo, algo novo. Eu definiria esse livro como um conto de fadas para adultos.

Coraline é uma menina que mudou para uma casa antiga, e essa casa era dividida em 4 apartamentos. Em um deles morava um velho louco, em outro as irmãs atrizes, ela própria no terceiro e no 4º não havia ninguém morando, até que ela descobriu a porta.
Caiu em um mundo que era uma cópia destorcida do mundo dela, e lá tinha uma outra mãe, um outro pai e o gato do jardim falava com ela. Era tudo tão mais perfeito que a realidade que isso a incomodava, pois a outra mãe dela amava ela muito mesmo. Tanto que queria ela para sempre ali. E essa obsessão era o problema.
Entre cachorros falantes, teatros infinitos, ratos circenses e outras realidades distorcidas ela acaba salvando os pais e as 3 crianças.

Bom, eu distorci O resumo do livro também, por que só lendo mesmo pra saber o que ele realmente passa. Se gosta de suspense, esse é um prato cheio, assusta mais que esses filmes de terror modernos. E fora isso tudo, ela tem um diálogo com o gato que já vale o livro:

"- Por favor, qual é seu nome? - perguntou ao gato. - Olha, sou Coraline. Tá?
O gato bocejou lenta e cuidadosamente, revelando uma boca e uma língua de um rosa impressionante.
- Gatos não têm nomes. - disse.
- Não? - perguntou Coraline.
- Não - respondeu o gato. - Agora, vocês pessoas têm nomes. Isso por que vocês não sabem quem vocês são. Nós sabemos quem somos, portanto não precisamos de nomes."


Sim... Interessante...

Se você for ler o livro, leia-o com os olhos da criança medrosa que um dia fora, pois assim obterá o êxtase completo da aventura.

Posted byTrunkael | Marcadores: , , | às 01:53 | 1 comentários

Eram 3 da manhã, ele olhou para janela mas não tinha atinado para o fato dela estar aberta, e com a quantidade de álcool em seu sangue ele não perceberia se tivesse um elefante sentado em frente seu computador para atualizar um blog. Realmente ele não estava bem, sentia ansia de vômito, tentava controlar os movimentos, mas tudo era muito instintivo, olhava ao redor e tudo paracia tão comum e tão surreal ao mesmo tempo que aquele figura sombria que estava em pé ao seu lado poderia ser uma alucinação.
Mas não era 


A figura pálida sentou a seu lado na cama, e ele sem saber diferenciar sonho da realidade ficou olhando para aquele rosto cadavérico como se apreciasse uma obra de arte. E ela fazia o mesmo, acariciando seu rosto. A imagem dela ficava disforme por alguns instantes em que ele pensava que iria desmaiar novamente, mas se mantia, piscava os olhos para tentar entender melhor o que se passava por ali. 

A faca então atravessou sua garganta, e o sangue começou a entrar para seu estomago e pulmões, ao mesmo tempo que saia em esguinchos manchando o rosto pálido que o salvou. Ele engasgou com o sangue várias vezes até que finalmente não podia mais aguentar. 

Morreu. E não foi de dor ou agonia, nem medo ou parada cárdiaca. Morreu afogado no próprio sangue. O ultimo pensamento que ele teve foi justamente esse: "Como é poético morrer afogado no próprio sangue sem sentir a dor da morte, mas sim seu perfume".

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 02:47 | 3 comentários

Acordei 10:30h novamente, fiz isso toda a semana após ter quase jurado que começaria acordar às 7:30h. Acordar tarde, almoçar, trabalhar, estudar, jogar Age of Mythology, entrar na net, dormir...


Rotina.
Parece que a semana só serve como fel, para o mel do fim de semana. Mas os fins de semana também não são diferentes. Mesmos lugares, mesmas pessoas, mesmas bebidas...
Rotina.
Um homem que vive em rotina é um homem morto. Eu estou morrendo. Esta sociedade hipócrita enfia em nossas mentes que a vida é assim: trabalho, um pouco de diversão e mais trabalho. Caimos em um circulo vicioso, e os dias vão ficando cada vez mais iguais, por vezes demorarm a passar, mas no final da semana sempre temos a mesma sensação: a semana passou rápido, perdemos mais uma semana em nossas vidas.
A rotina degenera a alma.

Eu assisti esse filme pela primeira vez faz mais de 5 anos, e resolvi relembrar.
Um detetive se aposentando, e outro que chega na cidade para substitui-lo, e um novo assassino a solta. Esse assassino começa a vazer suas vitimas, 5 cada uma morta por seu próprio pecado. Gula, Cobiça, Preguiça, Luxuria, Soberba. E o final magnifico, aparecem os dois ultimos corpos, causados pela inveja e pela ira.


É um filme magnifico, com atores magnificos: Brad Pitt, Morgan Freeman e Kevin Spacey. Vale falar também das grandes referencias bibliográficas, e da meticulosidade do assassino. De longe, o cara mais niilista que já vi.
Se você ainda não assistiu está ai uma bela obra de suspense policial.

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 12:50 | 1 comentários

Adoro a chuva. Hoje voltei pra casa na chuva, eram umas 10 horas da noite e minha aula estava acabando, os raios partiam o ar causando trovões, e as gotas d´água começavam a cair, peguei minha mochila e desci, comi um cachorro quente e comecei minha peregrinação para casa. Aqueles 5 quiilometros que me separam do mundo. E a chuva caia sobre meus ombros, molha minha blusa, minha calça, minha mochila, meu corpo, minha alma.
Não me lembrava o quanto a chuva era boa, era reconfortante, como se ela acariciasse meu ombro e dissesse: "está tudo bem Rafael, logo tudo se resolverá". 


Andei por cerca de uma hora sob a fina chuva, carros passavam pra lá e pra cá, alguns passavam por poças d´água e me molhavam, e como era bom a sensação da água batendo na calça, e dizendo: "não pode me deter". No final já estava dando paços largos nas poças d´água e chutando a enxurrada, esperimentndo toda aquela água invadindo meus sapatos e minha mente. 

E mesmo eu rezando para que a chuva aumentasse, e realmente me lavasse por inteiro, ele permaneceu fraca e complacente, como se esperasse eu chegar em casa para despejar toda sua ira sobre o mundo. E foi o que aconteceu, enquanto eu tomava banho a chuva começou a cair com ira sobre a terra, lavando a "anima mundi" e dessa chuva não tive o toque, pude apenas observar de longe ela caindo em rajadas sobre a terra.

Não, eu não estava lá, e não importa o quanto as informações são verdadeiras, vou contar como eu acho que aconteceu. 


Os dois amigos estavam jogando sinuca em um bar no bairro amazonas. Duas mulheres entraram, e é cllaro, os dois foram pra cima, convidaram para uma bebida e tals, conversaram um pouco. Um terceiro sujeito, se aproximou dos dois, e caçou confusão (tudo indica que seja pelas mulheres) e como os 2 amigos não tinham nada a perder, eles encararam o sujeito, mas não houve briga. No entanto o sujeito falou que voltaria para matar os dois. E foi isso que fez, meteu uma bala na cabeça de cada um. O dono do bar não sabe quem foi, as mulheres não sabem quem foi, aposto que nem deus sabe quem foi. Bom, isso não interessa, o que importa é que os dois morreram ali.

Vejamos que enquanto jogavam sinucas eles conversam sobre o quanto estava sendo dificil sustentar uma familia (digamos que eram casados e tinham filhos, sairam apenas para se divertir um pouco). Sim, fazer investimentos, ter cuidado como quem pode confiar, ter boas relações com os irmãos, programar o lazer no fim de semana, e sim, sonhar com o futuro... uma velhice tranquila e filhos na faculdade.

Não 

É uma pena que não poderam mais pensar no futuro, e nem no passado, muito menos no presente, pois um sujeito meteu um tiro na cara de cada um, não tem mais história, tudo acabou, deixou para trás familia, parente e sonhos, principalmente sonhos. Daqueles que tanto pensavam no futuro, que a vida no presente era só pra programar o que faria amanhã, e amanhã o que faria depois de amanhã. Não viveu, e logo morreu.

Poderia quem sabe, se dar bem nos negocios, começar a ganhar mais e dar uma vida confortavel, mas não, eles morreram, estão mortos, não tem mais sonhos. E o sujeito? Não sei, deve tá bebendo a mesma pinga de ontem, e provavelmente no mesmo lugar, pouco se lixando para o que aconteceu com a alma dos dois amigos, pois eles estavam com duas mulheres, e ele sem nenhuma, logo eles mereciam morrer. O que um sujeito merece?

Cadeia? Não importa, as vidas não voltaram, e ele mesmo se vivesse pela eternidade, nunca vai pagar os sonhos perdidos das pessoas que ele matou tão friamente.

Livro - O Encotro Marcado - Fernando Sabino 

Um livro interessante, conta a história de Eduardo e nada mais. Conta também a minha história, e possivelmente a sua, mas isso não importa muito. O fato do leitor ficar intrigado com o quanto pode se parecer com o personagem não conta muito, quase todos os livros são assim. Mas esse é um bom livro. E não pude deixar de rir, quando no final, aconteceu o mesmo que acontece no mundo de Sofia, um sujeito esquisito, diz ao protagonista que ele é apenas um personagem de um romance.


Interessante.
A outra parte interessante é essa frase, que já foi citada na Filosofia a la Black:

"De tudo, ficaram três coisas: a certeza de que ele estava sempre começando, a certeza que era preciso continuar e a certeza de que seria interrompido antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo, da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sono uma ponte, da procura um encontro."

Filme - O Vingador - Com Vin Diesel 

Não gostei do filme. Primeiro, começa como mais um filme de ação-burra, rola simplesmente tiros e vontade de vingança por todo o filme, e no final, apenas no final, que o filme mostra que pode ser inteligente, que tudo fora uma armação. E isso também é ruim, por que quem procura filmes desse tipo, normalmente não vai entender o final. Explico. Vin Diesel prendeu o chefão das drogas. O novo chefão matou a mulher do Vingador. Ele foi atrás do sujeito, compactuou com o primeiro chefão, matou um bocado de gente atoa, e no final descobrira que foi usado para que o primeiro fosse solto. Simples.
Um bocejo cinematográfico.

O ultimo post foi muito vago, e justamente por isso, eu venho aqui para falar oq eu realmente queria falar sobre o Ensaio da Cegueira. Eu já até tinha comentado, mas não dei ênfase. É sobre a seleção natural. Muitas pessoas morreram. Os fracos morreram. Os Fortes sobreviveram. E voilá. Está ai a receita de uma humanidade mais forte. Seleção natural novamente atuante, matando a todos que não tinham condições de se sustentar em tragédias. Pode parecer desumano dizer, mas parece que é disso que o mundo está precisando agora.

Um homem no taxi de repente cegou. Não via mais além de um branco absoluto. O mal branco havia começado.
Cada uma das pessoas que se aproximaram desse homem cego, também contraiu a doença, e logo, a humanidade estava cega, apenas a mulher do médico ainda enxergava.

Mal podemos imaginar como seria um mundo sem os olhos, e esse livro exemplifica muito bem como seria. Pessoas morrendo, comida acabando, lixo, fezes e cadáveres pelas ruas. O mundo, não mais como um bom lugar para viver, mas sim, sobreviver.

O que teria causado esse mal branco?
Ninguém sabe.
Será um castigo?
Ou talvez uma benção.

Parte das mais interessantes de todo livro. Foi quando a mulher do médico, unica que ainda via, foi descansar na igreja, e chegando lá, viu que Jesus Cristo e todos os santos tinham os olhos vendados. Um pano branco nas imagem, ou uma grossa pincelada de tinta nos quadros.

Já que nenhum dos personagens tem nome, fica fácil trazer para nossa realidade, aquilo que ali aconteceu. Como fariamos se toda a humanidade ficasse cega?

Eu digo que foi uma lição. Uma seleção artificial, feita por "alguém" que estava cansado de um mundo hipócrita. De que vale as horas para escolher a cor de suas blusas, se agora não mais consegue ver?

Não posso deixar de citar um paralelo com nosso amigo Tyler Durden (Clube da Luta) na parte de sacrifício humano. Por quanto tempo essas pessoas deixaram de pensar em coisas supérfulas, para correr atrás de seus verdadeiros sonhos.

Um livro explendido. Por vezes real, trágico, cômico e em sua maioria, triste. Mas vale para que repensemos no quanto vale nossa vida, se não tivéssemos olhos para ver.

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 11:11 | 1 comentários

Acordei hoje de maneira muito diferente, primeiro por que eram apenas oito e quarenta, mas só olhei para o relógio depois que percebi que havia um pequeno pássaro pousado no meu dedão do pé direito. Estava inquieto, pulou para o dedão do pé esquerdo, de certo ele não sabia distinguir, na verdade nem sabia que os dedos se chamavam dedos, mas não vou me ater a esse tipo de pensamento. Foi então que olhei o relógio, e nos digítos firmes pousavam 8:41, olhei novamente para o pequeno pássaro que sobrevoo meu quarto, e abri a cortina. Ele vôo para fora pelo quebra vento.

Resolvi fazer algum exércicio, e foi basicamente isso - e o episódio do pássaro - que diferenciou esse dia de todos os outros - e talvez seja por isso que aqui estou escrevendo sobre o mesmo. Fui para locadora passar as próximas 6 horas de meu dia, e entre um cliente e outro eu estava a ler: Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago. Comecei a lê-lo no final da semana passada, e não estava nem na metade. Era um livro de pouco mais de trezentas páginas, mas quase sem nenhum espasso entre uma linha e outra, e tem páginas inteiras sem parágrafos.

Básicamente meu dia se passou por esse livro, e enquanto estava na locadora a atender clientes, ou mesmo quando estava no cursinho em plena aula de matemática, minha mente continuava cega ao mundo real, e absorta em um livro sobre os cegos. Acabou a aula, e acabou a leitura. Tentei, do lado de fora, continuar a ler o capítulo, mas meus olhos não mais viam como antes. Sentia uma certa irritação em um deles, e o outro não enxergava direito, como se eu acabasse de acordar. No primeiro instante veio uma tola idéia de que eu também estava prestes a cegar, mas de tão séria, a idéia me pareceu ridicula. E logo pensei em outra alternativa. Em minha mente eu estava na frente de um negro, que poderia se chamar Morpheus, e eu o perguntava por que meus olhos doiam. Ele sem mais delongas respondeu que, eu os nunca havia usado.

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 02:52 | 1 comentários

Entrou, cumprimentou as pessoas, sentou-se, contemplou o ambiente, procurava algo, não sabia o que era. Estava feliz, não sabia por que, parece que ainda tinha um pingo de esperança em seu coração, mas era mais do que isso, ele se sentia bem, olhava as pessoas fazendo o que supostamente queriam, bebendo do jeito que supostamente queriam. E dessa vez não sentiu raiva, não sentiu pena, não se sentiu roubado, apenas observou por um longo tempo enquanto degustava uma bebida não alcoolica. Mas não era o bastante, faltava algo... Faltava alguém...

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 02:34 | 1 comentários

Se alimentando da dor, da angustia, e já confundindo os erros com virtudes. Ele continuou a andar, iludindo-se com um pouco de esperança, mas no fundo sabia que nada era real, e que os erros que via as pessoas cometendo, refletiam os seus, e com certeza os seus eram maiores, eram defeitos grotescos, e de tão acostumado com eles, já fazia parte dele. As outras pessoas o olhariam, e não reparariam, parecia uma pessoa normal, até bonita, mas por dentro estava morrendo, sendo comido pela sua própria angustia. Ele sabia como parar com isso tudo. Sabia como melhorar, mas tinha medo, sempre teve medo. Nunca se perdoou, sempre reclamou, mas nunca mudou nada, e continuou assim por toda vida, e morreu sem ter conseguido viver.

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 03:03 | 1 comentários

Mal poderia descrever aquele sentimento. Estava ocupado, fazendo as mesmas coisas de sempre, um serviço chato, mas pelo menos o tempo passava mais rápido do que se estivesse atoa. E ela entrou no estabelecimento. 


Em um segundo a viu entrar. No seguinte olhou para o monitor do computador novamente, como se isso não fosse real, como se não tivesse acontecendo, ou simplesmente como se não fosse importante aquele momento. 

E no próximo segundo olhou para ela novamente. Ela, entrou esbanjando aquele jeito tímido e intimidador, forçando um sorriso em seus lábios, em seus olhos, que não poderiam mentir, e nem omitir seus sentimentos.

Olhos que refletiam a luz que ela propagava. Ela se aproximou, comprimentou como de costume. Iria simplesmente entregar algo, e logo iria embora. Ele tentou puxar algum assunto, que possivelmente não tinha nexo, ou que pareceu uma brincadeira. Não importava. Tinha a visto novamente, tinha ouvido sua doce voz novamente. Era tudo que precisava naquele dia.

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 08:34 | 1 comentários

Olhou o por do sol. Viu pela ultima vez o horizonte. Alaranjado, melancolico, lindo, ignorado. E pulou. Simplesmente pulou. Se lhe perguntassem, o por que. Não saberia dizer. Relmente não tinha motivos. Simplesmente quis sentir a sensação. Tinha visto de tudo em sua vida, menos o rosto da morte. Tinha pedra lá em baixo. E as ondas batiam no penhasco com muita força. A sua vida não passou na sua frente, como muitos diziam. Não viu uma porta com luz. Não sentiu dor. Abrira os olhos. Ainda faltava muito para chegar lá em baixo. Como era todo o resto de sua vida, aqueles segundos, pareceram demorar anos. E se aproxima do chão. Não se lembrava do motivo. Começou a ter medo. Acordou.

Essa frase foi tirada do ultimo livro que li "A Arte da Prudência" de Baltasar Gracián. Um livro quase que indispensável. Muito me contradiz, mas muito me completa. Mas entro em detalhes sobre o livro em outra oportunidade.

Ter opiniões diferentes que a maioria, chama a atenção, mas poucos a respeitam. Fazer discursos que contradizem a opinião do consciente coletivo tanto pode ser bom, quanto ruim.

Normalmente quem tem uma opinião que desafia o senso comum pode ser idolatrado ou ignorado. Há tantos tentando aparecer contradizendo pessoas importantes, que acabam sendo ridicularizados.

Não adianta nadar sozinho o tempo inteiro contra a corrente. Se não há coletividade, a idéia não sobrevive.

Gabriel o Pensador nada contra corrente, como ele próprio diz. Mas de que adianta, todos ouvem e gostam de suas músicas, mas nada muda realmente. Ele conseguiu algum prestigio e alguns processos quando cantou "Loira Burra" acabou cunhando uma nova expressão, e influenciou a criação de milhares de piadas. E só.

Mas como percebem, ele pode nadar contra a corrente, ele tem fama. Mas qualquer outro que pense da maneira que ele pensa, acaba sendo ridicularizado por todos.

Para que a idéia seja aceita se deve primeiro seguir a corrente, e depois, com um pouco de argumentação, faça a corrente mudar de direção aos poucos.

Não adianta tentar mudar alguma coisa se as pessoas não te levam a sério. Mesmo que seja sábio, para os tolos você é apenas mais um louco. Os loucos não são levados a sério.

Para destruir um dogma, você tem que conhece-lo primeiro, estuda-lo, adora-lo, depois mostre os defeitos, os erros, e sobre ele, lapide sua idéia. Para mudar alguma coisa você não pode ser um louco sozinho, mas um sábio entre muitos loucos.

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 03:43 | 1 comentários

Análise psicologica de cada pessoa. Isso não é uma coisa comum de se ver em uma mesa de bar. Mas foi o que aconteceu.

4 pessoas, um incomum: defeitos. Como resolver esse problema? Disso que foi a discussão. Todos falaram defeitos de cada um. Medos, Aflições e coisas do tipo, no final descobrimos que não há como mudar, sempre a pessoa terá o mesmo defeito. O que então pode ser feito?

Escolher as palavras certas, para falar com as pessoas certas, na hora certa.

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 12:49 | 2 comentários

Há muito tempo eu tenho pensado sobre a origem dos problemas, e agradeço ao Black por ter arrancado do fundo de minha mente, uma das respostas que a muito, estava adormecida. Para resolver os problemas, primeiro conheça o problema. 


É muito simples se pensar superficialmente, mas bem mais complexo do que se espera. E vou repetir o exemplo do BM.
Se você está afim de uma garota, e não sabe como fazer para conquista-la, primeiramente disseque o problema. 

Qual é o problema?
Não sei o que dizer. 

Ache alguma inspiração na própria internet ou em livros com esse assunto, que rapidinho você vira um expert em cantadas e/ou romantismo.
Mas já sei o que dizer, não sei como me aproximar dela. 

Simples, aproxime-se e diga oi, se não tiver tempo peça o telefone dela e depois ligue para marcar um encontro.
Mas não estou preparado para isso ainda 

Se prepare
Você não entende, não tenho coragem de chegar nela 

Finalmente você chegou ao problema, então não preocupe com o que dizer, como encontra-la ou marcar um encontro. Preocupe primeiramente com sua falta de coragem. Com sua timidez. 

Mas como faço isso?
Ainda não sei, não tenho todas as respostas, apenas parafraseei um pensamento do BM.
Mas um conselho que pode ser seguido é: Primeiro haja e depois pense.

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 03:02 | 1 comentários

Não é uma coisa ruim que está acontecendo hoje. Não estou triste ou mais ou menos bem por que aconteceu algo de ruim, é simplesmente por que eu vi algo que não deveria ter visto. Coisas que sempre estiveram ali, que ninguém nunca vê, não querem ver. Mas eu vi, mais uma vez eu vi o que não deveria. Não por que essa mania de aprofundar nas conversas. De tentar explicar a mim mesmo (e a outros, as vezes) aquilo que simplesmente não é para ser entendido. Sim, a vida esta me vencendo ainda, está apertando meu pescoço, estou começando a perder o ar, a diferença é que não sou um heroi, que sempre se da bem quando está próximo a morte.

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 08:34 | 1 comentários

Eu estava cara a cara com ela, ela rosnava para mim, e eu rosnava para ela. Ambos estávamos em posição de ataque, os olhos dela brilhavam como de um predador. Eu não tinha medo, e depois de noites e noites apenas encarando um ao outro eu ataquei. Mas ela desviou. Me deu uma rasteira. Virou me costas e me deu uma chave. Eu não estava com medo, mas ela me segurava com força, eu estava preso, sem reação. Então ela deu uma lambida na minha orelha. Apertou mais meu pescoço, e sussurou no meu ouvido: "Nem tudo que você quer, você pode ter". Fiquei com medo, tentei sair, não consegui, continuo nas garras da Vida, quero sair dali, quero vence-la, mas como?

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 09:34 | 1 comentários

Minha mente dizia: Você pode tudo, você pode tudo.
Acreditei, pulei de ponta. Só que lá no fundo tinha uma pedra, bati a cabeça, quase que uma das minhas personalidades morreram.
Minha mente disse se desculpando: Há coisas que não dependem de você, há pessoas qua você não pode controlar, nem tudo tem que ser do seu jeito.
Eu sei que é assim, então por que me iludiu de novo?

Posted byTrunkael | Marcadores: , | às 03:03 | 1 comentários

Noite estranha, tudo muito estranho. Tudo que posso ser, com tudo que poderia ter. Mas sem conseguir absolutamente nada. Como se o tempo todo eu estive andando para o lado errado. Convicto que estava certo, eu andei por muito tempo, então vendo melhoras no caminho eu comecei a correr, então olhei para trás e percebi que corri todo esse tempo para o lado errado. Frustrante.

As palavras que minha mente usa para tentar me confortar, já não são mais eficases, tudo é muito confuso, tudo é muito injusto. A vida brinca conosco justamente quando a gente achava que brincava com ela. Nada mais tem graça. Tudo fica preto e branco. Mas ninguém sabe. Pois não tiro meu sorrizo do rosto apenas por esses meus problemas "psicologicos".

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